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segunda-feira, março 16, 2026

Empresa de Trump cita Moraes em escândalo do Banco Master nos EUA

Empresa de Trump cita Moraes em escândalo do Banco Master nos EUA

Flórida (EUA) – Em um pedido protocolado na Justiça do estado, a Trump Media & Technology Group incluiu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na ação que investiga suposto repasse irregular de recursos envolvendo o Banco Master. A empresa, associada ao ex-presidente Donald Trump, solicita que o magistrado brasileiro seja formalmente notificado sobre o processo, aberto no fim de 2023.

  • Em resumo: Trump Media tenta vincular Moraes ao caso Master para reforçar tese de “interferência internacional” no processo financeiro.

Por que o nome de Moraes entrou na ação?

A defesa da companhia alega que decisões do ministro no Brasil teriam “reflexos diretos” sobre contratos da Trump Media com grupos financeiros latino-americanos. Nos autos, o time jurídico lista ofícios do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários brasileira, citando-os como prova de suposto bloqueio de capital. Segundo dados do Poder Judiciário dos EUA, pedidos de cooperação internacional dessa natureza podem acelerar a troca de informações bancárias entre os países.

Moraes é mencionado como “autoridade competente” capaz de explicar a legalidade das decisões que impactaram o Banco Master, instituição que, em 2022, administrava mais de R$ 30 bilhões em ativos no Brasil, de acordo com relatório público do Banco Central.

“A participação do ministro Alexandre de Moraes é imprescindível para esclarecer a cadeia de decisões que limitaram o fluxo de recursos”, diz trecho da peça processual.

Repercussão e possíveis efeitos para o Brasil

Especialistas em direito internacional apontam que, embora raro, magistrados estrangeiros já foram ouvidos como testemunhas em cortes norte-americanas. Se a convocação prosperar, o Itamaraty deverá ser acionado por meio de carta rogatória, seguindo a Convenção Interamericana sobre Cartas Rogatórias, da qual o Brasil é signatário desde 1989.

Para o setor financeiro, o episódio acende alerta. Dados da FinCEN, a agência anticorrupção do Tesouro dos EUA, mostram que processos que envolvem alegações de lavagem de dinheiro transnacional cresceram 18 % em 2023, elevando o risco regulatório para bancos latino-americanos com operações em solo americano.

O que você acha? A estratégia da Trump Media pode abrir precedente para que ministros brasileiros sejam chamados a depor em cortes estrangeiras? Para mais análises sobre política internacional, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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