Brasília/DF – Um detalhe de agenda pode custar ou render R$ 200 aos concluintes do ensino médio em 2026. O Programa Pé-de-Meia, vitrine do governo federal contra a evasão escolar, libera o bônus apenas para quem comparecer aos dois dias do Enem, dentro do calendário oficial e com inscrição validada até as 23h59 de 24 de abril.
- Em resumo: presença integral no Enem 2026 = depósito único de R$ 200 para estudantes públicos cadastrados no CadÚnico.
Quem pode embolsar o bônus
De acordo com dados do Ministério da Educação, o incentivo mira jovens de baixa renda matriculados no último ano do ensino médio público. Basta se enquadrar em pelo menos um dos perfis: estar no 3.º ano da rede pública declarada ao Censo Escolar; ter cursado todo o ciclo em escola pública com renda familiar de até 1,5 salário mínimo; ou constar no CadÚnico.
Além disso, o candidato precisa efetivar a inscrição no Enem 2026, solicitar a isenção (caso elegível) e, principalmente, não faltar em nenhuma das duas datas de prova.
“Faltar em uma das datas elimina o direito ao bônus no ciclo do exame.”
Por que o governo paga esse valor
O Brasil ainda sofre com desistências no ensino médio: segundo o Inep, a taxa de abandono chegou a 12,1 % em 2022. O Pé-de-Meia tenta inverter esse quadro com três repasses: R$ 200 mensais pela frequência mínima de 80 %, R$ 1.000 anuais por aprovação e o bônus único de R$ 200 atrelado ao Enem.
Combinados, esses depósitos podem somar alguns milhares de reais ao longo dos três anos, recursos movimentados pela Caixa Tem e acompanhados no app Jornada do Estudante. A estratégia reproduz modelos internacionais de “bolsa-permanência” que, segundo a Unesco, elevam em até 40 % a conclusão do ensino médio.
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