Enteada indiciada por injúria racial em hospital de Quixeramobim
QUIXERAMOBIM, CE – Uma discussão no Hospital Dr. Pontes Neto terminou com o indiciamento de uma jovem de 21 anos por injúria racial, após ela chamar a madrasta de “macaca” diante de pacientes e funcionários, fato que, segundo a polícia, causou forte abalo emocional na vítima de 55 anos.
- Em resumo: Ofensas racistas públicas levaram a pena que pode chegar a 5 anos de prisão.
Por que o caso foi enquadrado como injúria racial?
Segundo o delegado Willian Lopes, a enteada usou expressões como “negra” e “macaca” para humilhar a madrasta dentro do hospital, configurando o crime previsto no art. 140, §3º do Código Penal. Dados do Atlas da Violência 2023 apontam que denúncias de injúria racial cresceram 34% no Brasil em cinco anos.
A lei estabelece pena de 2 a 5 anos para quem atenta contra a dignidade de alguém com base em raça ou cor. A agressora também poderá responder por injúria simples, cuja sanção varia de 1 a 6 meses.
“Ela disse que preferia quando o pai convivia com uma loira e não com uma ‘negra macaca’”, detalha o inquérito.
Conflitos familiares que escalam para crime
Testemunhas relataram à Polícia Civil que a jovem nunca aceitou o relacionamento do pai e mantinha histórico de ofensas à madrasta. Após repetir insultos no hospital, a agressora ainda publicou foto da vítima com legenda pejorativa nas redes sociais.

Especialistas lembram que, além das sanções penais, a indenização por danos morais pode ser pleiteada na esfera cível. Em decisões recentes, tribunais brasileiros fixaram valores de R$ 5 mil a R$ 40 mil em casos semelhantes.
O que você pensa? Crimes de ódio devem ter penas mais severas? Para acompanhar outras ocorrências e desdobramentos, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação
