Epic Games corta 1.000 postos e mira economizar US$500 mi
Cary, Carolina do Norte, EUA – Em comunicado enviado aos funcionários, a Epic Games anunciou mais de 1.000 demissões e um plano de economia de US$500 milhões (cerca de R$2,5 bilhões), revelando o impacto direto da queda de engajamento no fenômeno “Fortnite”.
- Em resumo: Corte acontece três anos após a última rodada e expõe a dificuldade de manter jogos como serviço rentáveis.
Corte histórico expõe o desgaste de Fortnite
Segundo Tim Sweeney, CEO da companhia, os custos atuais superam a receita, exigindo “medidas drásticas” para manter a operação. O executivo admitiu que o estúdio tem “enfrentado desafios para manter a mágica do Fortnite”, um título que, mesmo liderando em jogadores ativos em plataformas como PlayStation e Xbox, viu o tempo médio de jogo despencar nas últimas semanas.
O enxugamento inclui redução de contratos de marketing, cancelamento de vagas em aberto e ajustes no V-Bucks, a moeda virtual cujo preço foi reajustado este mês. Trata-se da segunda grande demissão em três anos—em setembro de 2023, 830 postos (16% do quadro) já haviam sido eliminados.
“Estamos gastando muito mais do que estamos ganhando e precisamos de cortes drásticos para manter a empresa funcionando”, destacou Sweeney no memorando interno.
Pressão de custos e concorrência ampliam incertezas
A desaceleração atinge todo o setor: Electronic Arts cancelou projetos de franquias consagradas, a divisão de jogos da Amazon sofreu baixas e o aumento no preço de chips, puxado por data centers de IA, eleva o custo dos consoles. De acordo com dados do IBGE sobre o mercado de trabalho, o Brasil encerrou 2023 com 8,1% de desemprego, mostrando que o impacto de cortes em grandes empresas de tecnologia pode reverberar além das fronteiras norte-americanas.

Para os analistas, o modelo de games as a service exige ciclos contínuos de conteúdo caro. Quando o interesse oscila, o rombo financeiro aparece rápido—a Epic calcula que cada temporada de Fortnite custa dezenas de milhões de dólares em produção e licenciamento de marcas, como o recente evento musical com Bruno Mars.
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