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Epstein ‘ativo’ no Brasil? Documentos dos EUA listam CPF regular
Washington, EUA – Uma nova leva de arquivos do Departamento de Justiça norte-americano revelou que Jeffrey Epstein, morto desde 2019, mantém um CPF emitido em 2003 e ainda “em situação regular” na Receita Federal brasileira, segundo consulta feita em 12 de fevereiro de 2026.
- Em resumo: registro ativo reforça suspeitas sobre o alcance internacional dos negócios do bilionário.
Por que um CPF brasileiro importa na investigação?
Apesar de não exigir residência no país, o Cadastro de Pessoas Físicas serve como chave para abrir contas, adquirir imóveis ou investir no mercado local. A Receita Federal prevê, pela Instrução Normativa 2.172/2024, que estrangeiros podem solicitar o documento pessoalmente ou via procurador.
No caso de falecidos, alterações só podem ser pedidas por inventariante ou herdeiros diretos. Até agora, nenhuma dessas solicitações foi registrada em nome do magnata, que deixou um espólio estimado em US$ 577 milhões.
“Ideia interessante, mas os vistos podem ser um problema ao viajar para outros países”, respondeu Epstein, em 2011, quando a investidora Nicole Junkermann sugeriu que ele buscasse cidadania brasileira.
Rastro financeiro e possíveis brechas legais
Especialistas em compliance lembram que a manutenção de CPFs ativos de estrangeiros falecidos pode abrir margens para lavagem de dinheiro. Relatório do Atlas da Violência mostra que crimes financeiros transnacionais costumam utilizar cadastros regulares para mascarar origem de recursos.

Dados do próprio Fisco apontam que mais de 1,3 milhão de estrangeiros possuem CPF vigente; 7% deles nunca pisaram em território nacional. A ausência de um protocolo automático de cancelamento após óbito no exterior explicaria a permanência do registro de Epstein.
O que você acha? O Brasil deveria automatizar o bloqueio de CPFs de estrangeiros falecidos? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
