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Escudo de Chernobyl sofre dano e perde eficácia, diz ONU
Escudo de Chernobyl sofre dano após um ataque com drone que comprometeu a barreira construída para conter os resíduos do acidente nuclear de 1986, informou recentemente a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
A organização apontou que o Novo Confinamento Seguro (NSC), instalado em 2016 sobre o antigo “sarcófago”, já não garante a mesma eficiência na retenção de partículas radioativas.
Danos identificados pela AIEA
Especialistas da missão permanente da agência na Ucrânia detectaram fissuras no arco metálico e avarias em equipamentos de ventilação, essenciais para manter pressão negativa e evitar vazamentos, segundo relatório divulgado no site da AIEA.
O impacto foi atribuído a um drone lançado no início deste ano, durante um período de escalada do conflito no leste europeu. A missão não encontrou sinais de aumento imediato na radioatividade na região, mas alerta para degradação progressiva do escudo se reparos não forem feitos.
Impactos e medidas de contenção
O NSC custou US$ 1,6 bilhão, mede 108 metros de altura e 257 metros de largura, cobrindo o reator 4 com 36 mil toneladas de aço. Projetado para durar 100 anos, o arco foi construído para possibilitar a remoção segura de cerca de 200 toneladas de material altamente radioativo ainda presentes no prédio original.
Dados da própria AIEA indicam que a radiação ambiente em Chernobyl caiu mais de 90% após a conclusão do NSC. No entanto, danos estruturais podem elevar a dispersão de césio-137 e estrôncio-90, isótopos com meia-vida de até 30 anos. A agência recomenda inspeções frequentes, restabelecimento dos sistemas de filtragem e financiamento internacional para reparos emergenciais.

Autoridades ucranianas já acionaram o Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento, principal financiador da obra, em busca de recursos adicionais. A previsão é iniciar a restauração ainda neste semestre, dependendo da segurança no entorno da Zona de Exclusão.
O acidente de 1986 liberou 400 vezes mais radiação do que a bomba de Hiroshima, afetando cerca de 8,4 milhões de pessoas em Belarus, Ucrânia e Rússia. Relatórios da OMS estimam até 4 mil mortes por câncer relacionadas ao desastre.
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Crédito da imagem: Divulgação
