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Esposa de pastor é detida na China por uso indevido da internet
Esposa de pastor é detida na China por uso indevido da internet – Na cidade costeira de Beihai, na província de Guangxi, a polícia prendeu recentemente Su Ziming, esposa do pastor Wang Lin, líder da Zion Church, uma das maiores igrejas domésticas do país.
De acordo com a convocação policial, a suspeita teria “utilizado ilegalmente uma rede de informação”. Advogados ligados a organizações de direitos humanos afirmam que o artigo usado para enquadrá-la costuma servir de base para punições por publicações religiosas on-line.
Como ocorreu a prisão
Su Ziming recebeu um mandado de comparecimento à delegacia local durante a manhã, onde permaneceu sob interrogatório por várias horas. No final da tarde, familiares foram informados de que ela seria transferida para um centro de detenção provisória.
A legislação chinesa prevê penas que podem chegar a cinco anos de reclusão para quem é considerado culpado de “perturbar a ordem social” na internet, dispositivo frequentemente questionado por entidades internacionais. Segundo a Human Rights Watch, o país intensificou a vigilância sobre conteúdos religiosos no ambiente digital desde 2020.
Pressão sobre igrejas domésticas
A Zion Church, fundada em Pequim e hoje espalhada por diversas províncias, não possui registro oficial no órgão estatal que controla atividades religiosas. Isso a enquadra como “igreja doméstica”, realidade de milhares de comunidades cristãs que preferem manter independência em relação ao governo.
Relatório do Pew Research Center indica que, embora não existam números exatos, organizações cristãs não registradas podem representar até 30% dos fiéis protestantes chineses. A falta de reconhecimento formal aumenta o risco de inspeções, multas e prisões, como a de Su Ziming.

Até o momento, não há informações oficiais sobre possíveis acusações contra o pastor Wang Lin. Advogados da família protocolaram pedido de liberdade provisória, mas o tribunal local ainda não se manifestou.
No Brasil, casos de repressão à liberdade religiosa em outros países costumam mobilizar organizações civis e parlamentares. Especialistas recomendam monitorar o desdobramento judicial nas próximas semanas, pois decisões iniciais costumam ocorrer em até 30 dias.
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Crédito da imagem: Reprodução
