WASHINGTON (EUA) – Em ação anunciada nesta quarta-feira (15), o Departamento do Tesouro barrou mais de 20 pessoas, empresas e navios ligados ao transporte de petróleo do Irã, sufocando financeiramente a família do magnata Mohammad Hossein Shamkhani, filho do influente Ali Shamkhani, morto em 28 de fevereiro.
- Em resumo: Sanções bloqueiam ativos e proíbem transações de uma rede acusada de trocar petróleo iraniano por ouro venezuelano.
Quem está na mira das novas sanções
A lista publicada pelo Tesouro detalha operadores navais registrados em paraísos fiscais, corretoras de frete e ao menos duas embarcações VLCC, capazes de levar 2 milhões de barris cada. Segundo o governo norte-americano, esses ativos abasteciam cofres de Teerã e do grupo libanês Hezbollah, classificado pelos EUA como organização terrorista. O pacote integra a campanha de “pressão econômica máxima” relançada em 2018, quando Washington abandonou o acordo nuclear.
Também foi sancionado o iraniano Seyed Naiemaei Badroddin Moosavi, apontado como elo financeiro do Hezbollah e operador de câmbio que lavava lucros do petróleo em transações de ouro com Caracas.
“O Tesouro está agindo de forma agressiva ao mirar elites do regime, como a família Shamkhani, que tentam lucrar às custas do povo iraniano”, declarou o secretário Scott Bessent.
Risco de escalada no Estreito de Ormuz
Irritado, o comando militar iraniano ameaçou bloquear o tráfego no Mar Vermelho se os EUA mantiverem a operação naval. A Guarda Revolucionária já disse que pode impedir entradas e saídas de navios no Golfo Pérsico e no Mar de Omã.
O alerta vem num corredor responsável por cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no planeta, conforme dados da Agência de Energia dos EUA (EIA). Mesmo sancionado, o Irã exporta estimados 1,4 milhão de barris por dia, volume que cresceu 45% em 2025 graças ao desvio de rotas via Malásia e China.

Analistas lembram que, em 2019, um pico de tensão semelhante fez o preço do Brent saltar 5% em um único pregão. Qualquer interrupção prolongada em Ormuz elevaria custos logísticos globais e pressionaria a inflação de combustíveis.
O que você acha? As sanções vão conter Teerã ou aumentar o risco de confronto naval? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação