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EUA avaliam suspender sanções à Venezuela na próxima semana
EUA avaliam suspender sanções à Venezuela na próxima semana – A possibilidade de revogar parte das restrições econômicas impostas a Caracas ganhou força após declaração do secretário do Tesouro, Scott Bessent, divulgada pela agência Reuters no último sábado (10 de janeiro).
O anúncio ocorre poucos dias depois de Washington retomar a compra de petróleo venezuelano, interrompida em 2019, e de uma ofensiva militar que resultou na queda de Nicolás Maduro.
O que pode mudar para empresas e bancos
Bessent afirmou que a liberação deve permitir o retorno rápido de empresas norte-americanas ao país vizinho, com garantia operacional do sistema bancário dos EUA. Ele, porém, não detalhou quais sanções serão revistas.
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), flexibilizações desse tipo costumam destravar linhas de crédito internacionais e reduzir o custo de captação para projetos de infraestrutura e energia.
Controle das receitas do petróleo
Desde a reabertura parcial, a receita obtida com a venda de petróleo venezuelano é depositada em contas supervisionadas por instituições norte-americanas, medida que, de acordo com o Departamento de Energia, visa “garantir a integridade da distribuição dos recursos”.
O plano inclui o refino de até 50 milhões de barris retidos em portos venezuelanos, volume equivalente a aproximadamente dois meses da produção atual do país.
Interesse estratégico dos EUA
As refinarias da Costa do Golfo têm tecnologia para processar o óleo pesado venezuelano, o que explica o apetite de gigantes do setor. Antes do embargo, os EUA importavam cerca de 500 mil barris diários.

Bessent pretende ainda discutir com FMI e Banco Mundial linhas de financiamento para reconstrução do parque petrolífero venezuelano, degradado após anos de desinvestimento e sanções sucessivas.
Embora Caracas detenha as maiores reservas provadas do mundo, sua produção beira 1 milhão de barris por dia, bem abaixo dos 2,4 milhões registrados em 2014. A reversão das sanções é vista por analistas como passo essencial para elevar esse patamar e estabilizar a economia local.
No médio prazo, a expectativa é que a entrada de capital estrangeiro reduza a inflação venezuelana, hoje uma das mais altas do planeta, e amplie a oferta de emprego no setor de energia.
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Crédito da imagem: Divulgação
