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EUA liberam Chevron e Shell: bilhões podem voltar à Venezuela
Washington, EUA – Em uma virada que pode redefinir o mercado de energia latino-americano, o Departamento do Tesouro norte-americano flexibilizou sanções e autorizou gigantes globais a retomar a extração de petróleo e gás na Venezuela, país integrante da Opep que estava praticamente isolado desde 2019.
- Em resumo: Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol receberam luz verde para operar imediatamente em campos venezuelanos.
Por que agora? Pressão geopolítica e corrida por petróleo
As novas licenças gerais da OFAC chegaram um mês após a captura de Nicolás Maduro, criando espaço político para que Washington alivie o aperto sem parecer recuar. Além das cinco petrolíferas, qualquer empresa pode negociar investimentos, contanto que não haja participação de Rússia, Irã ou China, segundo o texto oficial.
A expectativa de fluxo de caixa é alta: de acordo com dados do Banco Central, cada US$1 bilhão exportado pode injetar até 0,05 ponto percentual no PIB venezuelano, hoje em queda livre.
“As vendas já somam US$1 bilhão e podem alcançar outros US$5 bilhões nos próximos meses”, estimou o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, durante visita a Caracas.
Impacto direto: empregos, dívidas e efeito dominó na Opep
Especialistas lembram que, antes das sanções, a Venezuela produzia 3,2 milhões de barris por dia; em 2023 caiu para menos de 700 mil. Reativar poços abandonados exige tecnologia e capital que apenas players internacionais detêm.

O retorno das majors pode gerar até 100 mil postos de trabalho diretos, segundo a consultoria Rystad Energy, e elevar a arrecadação fiscal num país onde 90% das divisas vêm do petróleo. Também pressiona a Opep a recalibrar metas de produção, num momento em que o preço do barril oscila acima de US$80.
O que você acha? A flexibilização deve beneficiar a população venezuelana ou apenas grandes empresas? Para mais análises de cenário global, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
