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Ex-diretora do ColdplayGate cobra R$4 mil por palestra
Boston (EUA) – De protagonista involuntária de um vídeo viral para “guru” de reputação corporativa, Kristin Cabot voltou aos holofotes ao anunciar sua participação na conferência PRWeek D.C., em abril, com ingressos que chegam a US$ 875 (mais de R$ 4 mil).
- Em resumo: Ex-diretora demitida após beijo com o CEO no show do Coldplay agora monetiza a própria crise.
Por que isso importa para líderes e RH
A repercussão mostra como a exposição digital pode custar cargos — e, paradoxalmente, render oportunidades. Segundo o IBGE, a rotatividade entre executivos brasileiros superou 9% em 2025, muito acima da média histórica, indicador influenciado por cancelamentos públicos e escândalos virtuais.
Em julho de 2025, Cabot e o então CEO da Astronomer, Andy Byron, foram filmados no telão de um show do Coldplay, em Boston. O clipe rompeu a barreira dos 100 milhões de views no TikTok, gerou demissões imediatas e ameaças que, diz Cabot, “desestabilizaram a família”.
“Fiquei semanas recebendo até 60 ameaças de morte por dia. Silenciar só piorou a narrativa”, declarou Cabot ao New York Times.
Da demissão à lucrativa virada de imagem
O tema da palestra — “Retomando a Narrativa” — expõe a aposta de Cabot em transformar adversidade em capital profissional. Especialistas em branding afirmam que palestras de crise costumam custar até US$ 40 mil, valor que empresas pagam para blindar marcas de repercussões semelhantes.

O movimento não é isolado. Pesquisas da Universidade de Oxford apontam que 37% dos executivos envolvidos em escândalos reconstroem a carreira por meio de consultorias de reputação, muitas vezes mais lucrativas que os cargos originais.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
