Ex-funcionário da Meta baixou 30 mil fotos privadas
Londres, Reino Unido – A Meta confirmou que um ex-colaborador conseguiu extrair 30 mil imagens privadas de usuários do Facebook, fato que levou à sua demissão e à abertura de uma investigação policial britânica iniciada há mais de um ano.
- Em resumo: script interno burlou defesas da companhia e expôs dados sigilosos.
Como o vazamento foi possível
Segundo documentos judiciais citados pelo The Guardian, o funcionário escreveu um código para driblar os sistemas de detecção da big tech, obtendo acesso em massa às fotografias. A prática viola diretrizes internas e leis europeias de proteção, como o GDPR, que prevê multas de até 4% do faturamento anual global por falhas de segurança. Orientações do Procon-CE sugerem que vítimas de vazamentos guardem provas e exijam esclarecimentos imediatos das plataformas.
Logo após identificar o acesso indevido, a empresa disse ter notificado os usuários impactados, reforçado barreiras técnicas e acionado a polícia. O suspeito foi liberado sob fiança, mas segue sob investigação.
“Demitimos o indivíduo, avisamos as pessoas afetadas e entregamos todas as evidências às autoridades”, declarou um porta-voz da Meta.
O que muda para o usuário comum
Vazamentos em redes sociais não são raros: levantamento do Atlas da Violência mostra que crimes cibernéticos cresceram 37% no Reino Unido na última década, impulsionados pelo mercado ilegal de dados pessoais. Para reduzir riscos, especialistas recomendam configurar pastas privadas, revisar aplicativos conectados e ativar a autenticação em dois fatores.

Ainda não há relatos de uso criminoso das imagens filtradas, mas a Autoridade de Proteção de Dados britânica pode obrigar a Meta a relatar publicamente as medidas adotadas e aplicar sanções adicionais caso constate negligência.
O que você acha? Reforçar a regulação internacional reduziria esses vazamentos? Para mais notícias sobre segurança digital, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / AP





