Juazeiro do Norte/CE – Na noite de 10 de abril, o autônomo Paulo Marques dos Santos, 35, o “Paulinho de Zezão”, foi alvejado por disparos de dois homens em uma moto quando caminhava pela Rua 7 de Setembro, no bairro Pio XII. A execução ocorre apenas uma semana após o último homicídio registrado no município, acentuando o clima de tensão local.
- Em resumo: condenado em 2015 por decepar as mãos de um rival, Paulinho foi morto a tiros 12 anos após o crime que chocou Juazeiro.
Histórico violento e passagens pela polícia
Conhecido da polícia desde 2009, Paulinho acumulava ocorrências que iam de tentativa de assalto a homicídio qualificado. Em 2 de novembro de 2013, ele matou a facão o pedreiro Eugênio Ferreira da Silva na praça da Capelinha; a vítima tentou se defender e teve as mãos decepadas. O réu alegou “rixas antigas” e, em 2015, recebeu pena de 17 anos.
Mesmo preso, continuou envolvido em violência: em setembro de 2014, participou de uma tentativa de assassinato dentro da Penitenciária de Juazeiro ao incendiar a cela de três detentos. Após progressão de regime, voltou às ruas, mas jamais escapou do estigma de “perigoso”.
“Rixas antigas” foram apontadas por Paulinho como motivo para o ataque de facão que terminou com a morte de Eugênio Ferreira da Silva.
Escalada de mortes e o retrato da segurança pública
Com o assassinato de Paulinho, Juazeiro chega a 33 homicídios em 2024, número que representa 35% dos 95 registrados em todo o ano anterior. A violência letal no Ceará segue acima da média nacional: em 2023, o estado somou 3.299 homicídios, segundo dados do Atlas da Violência.

Especialistas apontam que conflitos interpessoais e disputas de facções impulsionam as estatísticas na região do Cariri. Para a Secretaria da Segurança Pública, ampliar patrulhamento ostensivo e investigações de inteligência é chave para frear a tendência.
O que você acha? A sequência de crimes em Juazeiro reflete falta de prevenção ou acerto de contas inevitável? Para mais reportagens da editoria, acesse Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / Portal Miséria





