- Desastre em Messejana: muro cede após escavação e fere 2
- Interior do CE ganhará maior complexo veterinário da UniCatólica
- Exposição ‘Bezoar do Tempo’ leva memórias ocultas ao Sertão
- 9 milhões de bilhetes disputam prêmio de R$ 40 mil no Ceará
- Aniversário de Fortaleza terá 8 postos de saúde abertos e vacina liberada
Exposição ‘Bezoar do Tempo’ leva memórias ocultas ao Sertão
QUIXADÁ/CE – Em 10 de abril de 2026, a Casa de Saberes Cego Aderaldo abre as portas para a mostra “Bezoar do Tempo”, reunindo obras de quatro artistas cearenses e prometendo transformar lembranças fragmentadas em uma viagem sensorial pelo passado, presente e futuro.
- Em resumo: Fotografias e cianotipias revelam histórias de migração e apagamentos que atravessam gerações no Ceará.
A trama visual que conecta gerações
Com entrada franca, a exposição reúne fotografias analógicas, objetos ampliados, colagens e vídeo instalativo, resultado de uma investigação coletiva que mistura documento e imaginação. Segundo dados da Secretaria da Cultura do Ceará, iniciativas financiadas pela Lei Paulo Gustavo movimentaram mais de R$ 120 milhões em projetos culturais no Nordeste, ampliando o acesso a produções autorais fora das capitais.
Depois de temporada no Museu da Imagem e do Som, em Fortaleza, a itinerância chega ao Sertão Central para dialogar com novas plateias e reforçar a circulação de arte contemporânea no interior.
“Horizontalizar o fazer e o pensar artístico ao circular por Quixadá cria novos modos de existir na arte contemporânea”, destaca Dayane Araújo, curadora e também artista expositora.
Por que isso importa para o interior do Ceará
Quixadá figura entre os 30 municípios cearenses com menor oferta de equipamentos culturais permanentes, de acordo com o IBGE. Ao ocupar salas expositivas locais, “Bezoar do Tempo” preenche uma lacuna de acesso e provoca reflexão sobre migração, deslocamentos e os silêncios da história familiar.

O título faz referência ao bezoar, pedra estomacal formada por camadas sucessivas: metáfora para o acúmulo de memórias que, em mutação constante, molda identidades coletivas. Orós, Sobral, Camocim e Fortaleza se costuram em um mapa afetivo que transforma fotografias domésticas em arqueologia visual — uma estratégia reconhecida por pesquisadores da imagem como ferramenta contra a perda de patrimônio imaterial.
O que você acha? A oferta cultural fora dos grandes centros ajuda a preservar nossas memórias? Para mais conteúdos sobre o Ceará, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação





