Miami/EUA ‒ A Fórmula 1 desembarca na Flórida com o primeiro pacote de regras de 2026 já testado, elevando a potência do super clipping de 250kW para 350kW e mexendo diretamente na gestão de energia, mas os pilotos alertam que o “remédio” ainda é leve diante dos desafios de segurança e espetáculo.
- Em resumo: Potência extra anima o grid, porém Gasly, Bottas e outros veem a medida como só o primeiro passo.
Por que 100kW a mais não basta?
O novo limite de recuperação de energia no treino classificatório caiu de 8MJ para 7MJ, tentativa da FIA de reduzir o lift-and-coast e suavizar diferenças de velocidade no fim das retas. Segundo documento técnico da FIA, a ideia é garantir duelos mais próximos sem alterar drasticamente a hierarquia das equipes.
A mudança também automatiza a atuação da MGU-K nas largadas, fixando um nível mínimo de aceleração para evitar trenzinhos velozes e evitar colisões.
“Está indo na direção certa (…) Não acho que seja algo que muda o jogo”, avaliou Pierre Gasly, enfatizando que segurança vem primeiro.
Contexto: histórico de tração, segurança e espetáculo
Desde 2019, a categoria registra queda de 12% nas ultrapassagens em circuitos de rua, de acordo com relatórios internos citados pela Sky Sports. A potência extra em Miami tenta reverter essa curva, mas ainda esbarra no limite de 2026, que exige 50% de energia elétrica no mix total e recompensa pilotos que poupam bateria em curvas mais lentas.
Valtteri Bottas teme que ajustes no meio do campeonato “mudem a ordem das equipes”, enquanto Fernando Alonso aponta que o regulamento continua punindo quem arrisca em curvas rápidas. Alex Albon, após simulação na Williams, chama a atualização de “melhora parcial”.
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