Falha em defesa expõe Israel; ataque iraniano fere dezenas
Jerusalém – Na noite da última quinta-feira (20), um míssil lançado do Irã caiu em uma área urbana a poucos quilômetros do complexo nuclear de Dimona, no Deserto de Neguev, deixando pelo menos 31 feridos, segundo o Ministério da Saúde de Israel. As Forças de Defesa israelenses (IDF) admitiram que o projétil não foi interceptado pelo escudo antimísseis, acendendo um alerta sem precedentes sobre a vulnerabilidade do país.
- Em resumo: Míssil iraniano driblou o Iron Dome e explodiu perto de Dimona, principal centro nuclear israelense.
Como o míssil furou o Iron Dome
Fontes militares informaram que o projétil era do tipo Fateh-110, com alcance de 300 km, disparado da província iraniana de Khuzistão. O sistema Iron Dome, que costuma registrar taxa de interceptação superior a 90%, falhou em identificar a trajetória em tempo hábil. Dados do Atlas da Violência 2023 mostram que, embora destinado a conflitos urbanos, o modelo tem variáveis de precisão semelhantes às usadas em zonas de guerra.
Analistas apontam que, se a ogiva tivesse maior carga explosiva, o impacto poderia comprometer o reator de pesquisa de Dimona, inaugurado em 1963 e mantido sob rígido sigilo pelas autoridades israelenses.
“Estamos investigando como esse míssil ultrapassou nossas camadas de defesa”, disseram porta-vozes das IDF após o ataque.
Risco nuclear e reação internacional
Embora o governo israelense afirme que não houve liberação de radiação, a Agência Internacional de Energia Atômica acompanha o caso. Em 2021, outro projétil de origem síria já havia atravessado o espaço aéreo e caído na mesma região, sinalizando uma tendência de vulnerabilidade crescente.

Especialistas em não proliferação lembram que qualquer incidente em Dimona poderia repetir, em menor escala, os efeitos de Chernobyl, cujo raio de contaminação alcançou 30 km em 1986. Israel não reconhece oficialmente possuir armas nucleares, mas veículos estrangeiros estimam que o arsenal varie de 80 a 90 ogivas.
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