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Família acha óleo em busca de água e pode lucrar até 1%
Tabuleiro do Norte/CE – Ao perfurar um poço artesiano para driblar a seca, uma família rural se deparou com um líquido escuro e viscoso que pode ser petróleo. A substância aguarda laudo da Agência Nacional do Petróleo (ANP) enquanto os moradores seguem sem água encanada e temem contaminação do lençol freático.
- Em resumo: poço aberto para abastecimento hídrico jorra óleo e coloca possível jazida a 11 km de área oficial de exploração.
Por que o achado virou assunto nacional
A descoberta ocorreu em novembro de 2024, no sítio Santo Estevão, a 210 km de Fortaleza. Análises preliminares do IFCE e da Ufersa indicam hidrocarbonetos semelhantes ao petróleo da Bacia Potiguar, região que produz 1,5% do petróleo brasileiro, segundo dados do IBGE.
Até que a ANP conclua o estudo químico, a perfuração de novos poços está suspensa pela própria família, que teme vazamento para o aquífero local.
“Nunca foi nossa intenção achar petróleo, sempre foi achar água”, admitiu Sidnei Moreira, filho do agricultor Sidrônio.
O que muda se o óleo for confirmado
Pela Constituição (art. 20), jazidas petrolíferas pertencem à União. O proprietário do terreno, porém, pode receber participação especial de até 1% do lucro líquido caso a exploração se prove comercial. O percentual é pequeno, mas, em campos marginais, já garantiu complementação de renda a outros produtores do Nordeste.

Enquanto isso, a família gasta cerca de R$ 100 mensais com água mineral e depende de carros-pipa da prefeitura. O drama ilustra a realidade do semiárido: 34% dos domicílios rurais do Ceará ainda não têm abastecimento regular, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.
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Crédito da imagem: Divulgação
