Oeiras, Portugal – Uma reviravolta de tirar o fôlego acabou com o sonho de Jaime Faria de protagonizar uma semifinal totalmente portuguesa no Challenger 125. Mesmo com match point a favor, o nº 142 do ranking ATP sucumbiu diante do russo Roman Safiullin em 2h22 de partida, transmitida pela Record.
- Em resumo: Faria teve a vitória na mão no 3º set, mas Safiullin virou e avançou à semifinal: 4-6, 6-3, 7-6(1).
Virada em 2h22 frustra torcida local
O lisboeta de 22 anos chegou a sacar para o jogo com 5-4, mas desperdiçou a chance decisiva. Safiullin, ex-top 40 e hoje 226º, mostrou frieza e dominou o tie-break final, carimbando vaga para enfrentar Henrique Rocha, já classificado. Segundo dados da ATP, a estatística histórica indica que quem lidera por um set e um break vence 84% das vezes – número que reforça o tamanho da virada.
Para o público, o revés adiou o aguardado duelo 100% luso e manteve a tradição recente: desde 2021, nenhum português ergue troféu em casa no circuito Challenger.
“Ele elevou o nível no fim e eu hesitei no ponto-chave”, admitiu Faria após a eliminação.
O caminho português ainda tem esperança
Apesar da queda, Portugal segue vivo no torneio. Henrique Rocha, 20 anos, é a nova aposta para manter a torcida engajada, enquanto Frederico Silva ainda disputava vaga na outra chave das quartas até o fechamento deste texto.
Faria, por sua vez, perde 29 pontos no ranking e verá sua posição ameaçada; butcarve uma rápida recuperação na gira europeia de saibro. Para ele, a estatística é um alerta: em 2023, apenas 17% dos jogadores que desperdiçaram match point em torneios Challenger voltaram às semifinais imediatamente na semana seguinte, aponta levantamento interno do circuito.
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