PARIS, França / FIA – A entidade que rege a Fórmula 1 determinou que cada equipe mantenha uma câmera voltada para o carro durante todo o período de parque fechado, reforçando a caça a ajustes ilegais e nivelando a disputa técnica já para o próximo fim de semana de corrida.
- Em resumo: filmagem contínua na garagem vira requisito obrigatório sob pena de punição esportiva.
Como funcionará a vigilância permanente
Incluído no artigo B3.5.8 do regulamento, o texto prevê um comissário dedicado a cada monoposto e uma “Câmera do Parque Fechado” instalada diretamente acima do veículo. A filmagem não poderá ser obstruída e deverá permanecer ativa até o fim da inspeção pós-corrida, criando um registro que possa ser auditado a qualquer momento.
Medidas de controle mais rígidas não são novidade no setor automotivo. Segundo dados da Anfavea, a adoção de tecnologias de monitoramento reduz em até 30% as não-conformidades detectadas em linhas de produção convencionais — lógica que a FIA tenta replicar nos boxes da categoria.
“Será designado um comissário de inspeção para cada carro de F1, com o objetivo de garantir que nenhum trabalho não autorizado seja realizado”, determina o regulamento atualizado.
Por que isso importa para pilotos, equipes e fãs
O parque fechado é o momento em que qualquer intervenção mecânica precisa ser previamente aprovada. Em 2023, 18% das infrações técnicas registradas pela entidade ocorreram nesse intervalo, segundo relatório interno citado pela imprensa especializada. A partir de agora, cada imagem gravada poderá servir de prova em protestos ou decisões de diretoria, elevando a transparência e diminuindo margens para controvérsias.
Nos bastidores, fala-se que o custo de implementação gira em torno de US$ 10 mil por box — valor irrisório perto dos orçamentos multimilionários das equipes, mas que pode impactar batalhas estratégicas, já que qualquer tentativa de “ajuste de última hora” ficará documentada em alta definição.
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