Genebra/Suíça - A Federação Internacional de Automobilismo corre contra o relógio para selar, nos próximos três meses, o regulamento que trará de volta um motor V8 2.4 L turbo híbrido à Fórmula 1 a partir de 2031, prometendo reduzir custos de P&D e a dependência do componente elétrico.
- Em resumo: FIA quer motor mais barato e menos elétrico definido antes da pausa de verão de 2026.
Relógio correndo: 90 dias para fechar o projeto
Segundo a revista Auto Motor und Sport, o dossiê técnico deve chegar à mesa do Conselho Mundial até o meio do ano. A proposta combina um V8 turbo de 2.4 L ao MGU-K, abrindo mão do atual MGU-H para simplificar o conjunto e baratear o pacote, objetivo alinhado com o teto orçamentário da categoria. Dados da FIA indicam que o desenvolvimento dos atuais V6 híbridos consome até 100 milhões de dólares por temporada.
O corte no input elétrico — ponto ainda em debate — visa evitar que pequenos construtores fiquem reféns das montadoras, preocupação já exposta pela entidade.
“Quando a fórmula atual foi discutida, alguns fabricantes prometeram aposentar o motor a combustão — e isso não aconteceu”, alertou Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA.
Inovação ou economia? Por que o híbrido vai encolher
A ideia de reduzir a parte elétrica dialoga com o novo teto orçamentário de US$ 140 milhões válido até 2026 e com a crescente pressão por sustentabilidade. De acordo com o Atlas da Mobilidade do IPEA, biocombustíveis avançaram 40 % na indústria automotiva global na última década, cenário que favorece motores de combustão mais eficientes em vez de sistemas híbridos complexos.
Nos bastidores, equipes independentes defendem a mudança: cada 10 % a menos de componentes elétricos representa economia superior a US$ 5 milhões em materiais raros e ensaios de bancada, segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Automotiva da Universidade de Oxford.
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