Genebra/Suíça - A Federação Internacional de Automobilismo anunciou, na última semana, uma série de correções no regulamento da Fórmula 1 para 2026 depois de acumular críticas já nas três primeiras provas da temporada de estreia do novo pacote técnico.
- Em resumo: FIA manteve a essência das regras, mas ajustou classificação, uso de energia e protocolos para chuva.
Números em jogo: por que os pilotos reclamaram?
Os novos motores híbridos de divisão 50-50 entre combustão e elétrico ampliaram a dependência de gerenciamento de bateria, fazendo carros perderem até 30 km/h em retas quando a carga acaba. Segundo estimativa divulgada pela própria FIA, a média de ultrapassagens caiu 18 % nos três GPs inaugurais.
Além de consumo energético, a entidade identificou gargalos na classificação sprint e na visibilidade em pista molhada, pontos que passaram a integrar o pacote de emendas aprovado pelas equipes durante a pausa de cinco semanas no calendário.
“Esses regulamentos de 2026 são uma das maiores mudanças na história da Fórmula 1. A abordagem foi de evolução e refinamento, não de revolução”, destacou Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA.
O que muda na prática para 2026
Entre as alterações, o modo elétrico deixa de ser liberado apenas em zonas pré-definidas e passa a ter janela mínima de 50 % da volta, reduzindo diferenças bruscas de velocidade. Na classificação, o Q3 ganha um jogo extra de pneus macios para incentivar voltas rápidas, enquanto provas em chuva forte terão limite de 300 km antes de bandeira vermelha automática, medida inspirada nas recomendações de segurança da temporada 2021.
A adoção de motores híbridos não é novidade na categoria: em 2014, quando o KERS virou ERS, a quilometragem média por unidade de potência subiu 40 %, segundo dados históricos da própria Fórmula 1. Agora, o desafio é equilibrar sustentabilidade e espetáculo — dilema que alcança todo o segmento automotivo, como mostra o relatório anual da Anfavea, que projeta 14 % de crescimento em veículos eletrificados no Brasil até 2025.
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