Filhas de Manoel Carlos: quem são e por que processaram a Globo

Filhas de Manoel Carlos: quem são e por que processaram a Globo

Filhas de Manoel Carlos: quem são e por que processaram a Globo – No último sábado (10 de janeiro), o consagrado autor de novelas Manoel Carlos morreu aos 92 anos, deixando quatro herdeiras que também atuam na dramaturgia e na literatura.

Algumas delas não só seguiram os passos do pai como também moveram, conjuntamente, uma ação judicial contra a TV Globo meses antes do falecimento do escritor, alegando falhas na prestação de contas sobre direitos autorais.

Quem são as herdeiras e suas carreiras

Manoel Carlos teve quatro filhas: Maitê, Júlia, Carolina e Gabriela. As três primeiras construíram trajetórias ligadas à televisão, assinando roteiros e colaborando em produções da emissora onde o pai se tornou referência.

Entre os trabalhos, destacam-se a participação de Maitê na equipe de “Páginas da Vida” (2006) e de Júlia na adaptação de “Vida da Gente” (2011). Já Carolina dedica-se à literatura infanto-juvenil, divulgando obras premiadas em feiras nacionais. Gabriela optou por atuar nos bastidores, fazendo consultoria de texto.

Processo contra a emissora

Pouco antes da morte do autor, as quatro irmãs ingressaram na Justiça alegando que a Globo “não presta contas corretamente” sobre a comercialização internacional e o streaming de novelas escritas por Manoel Carlos. Elas pedem a apresentação detalhada de relatórios financeiros e o pagamento de valores retroativos.

O litígio se ampara na Lei de Direitos Autorais (9.610/1998), que garante a herdeiros participação na exploração de obras audiovisuais. De acordo com levantamento da Memória Globo, o dramaturgo assinou 15 novelas e minisséries, exibidas em mais de 70 países – um portfólio que potencializa receitas de licenciamento.

Como fica o legado de Manoel Carlos

Especialistas em propriedade intelectual destacam que, mesmo após o desfecho judicial, o acervo permanece protegido por mais 70 anos, conforme a legislação brasileira. Assim, qualquer retransmissão ou remake seguirá exigindo autorização das herdeiras.

Além da discussão jurídica, o clã busca concluir projetos deixados pelo pai, como a publicação de roteiros comentados e a liberação de manuscritos para pesquisa acadêmica, reforçando a relevância histórica da obra.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ainda não definiu data para a primeira audiência de conciliação.

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Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo