- IA cearense com 99% de acerto leva estudante de 16 anos aos EUA
- Guimarães rejeita ministério de Lula e crava vaga ao Senado
- Depois de pressão de Cid, Laís Nunes crava permanência no PT
- Sob pressão de 2026, Cid crava Elmano único nome ao Abolição
- Poste derrubado e viatura danificada em perseguição no Montese
Filho da princesa norueguesa nega estupro e encara 38 acusações
OSLO, Noruega – O julgamento de Marius Borg Hoiby, 29, começou nesta terça-feira (3) sob forte atenção pública, colocando a monarquia norueguesa no centro de sua maior crise de imagem em décadas.
- Em resumo: Ele contesta 4 acusações de estupro, reconhece delitos menores e pode pegar vários anos de prisão.
Acusações abalam apoio histórico à Coroa
Hoiby, filho da princesa herdeira Mette-Marit e enteado do príncipe Haakon, também negou violência doméstica, mas admitiu dirigir sem habilitação e comportamento sexual ofensivo. O promotor Sturla Henriksboe garantiu tratamento “igual a qualquer cidadão”, enquanto a defesa denunciou exposição midiática incomum – já são mais de 10 mil matérias sobre o réu.
Pesquisas divulgadas na semana do julgamento indicam erosão no entusiasmo pela monarquia, tradicionalmente apoiada por mais de 70% dos noruegueses. A repercussão agrava o momento delicado gerado pelo contato de Mette-Marit com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, fato pelo qual ela pediu desculpas recentemente.
“Ele não será tratado com mais severidade ou brandura por fazer parte desta família”, afirmou o promotor Henriksboe.
Violência sexual em números e possível pena
Embora o caso ocorra na Noruega, o debate ecoa mundialmente. No Brasil, por exemplo, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou 74.930 estupros em 2022, sinalizando que crimes sexuais seguem subnotificados e de difícil julgamento.

Se condenado pelos crimes mais graves, Hoiby pode receber pena que ultrapassa dez anos de prisão, conforme o Código Penal norueguês. A família real declarou que não acompanhará as sessões, mas reforçou publicamente o amor pelo jovem, ressaltando que ele “tem os mesmos direitos e deveres de qualquer cidadão”.
O que você acha? A postura da monarquia diante das acusações fortalece ou fragiliza sua credibilidade? Para mais análises, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / NTB via AP
