- Esculturas revivem memória ferroviária em Quixeramobim; veja
- Jornada de 40h pode pôr fim à polêmica escala 6×1
- Maratona Oscar do Cinema do Dragão traz 12 estreias e debate grátis; veja por quê
- Vídeo de 6 mi de views com filho ‘desanimado’ bomba padaria CE
- R$ 250 mil em ecstasy: Receita encontra carga em Fortaleza
Filho exige venda de casa para pagar agiota e é preso no Cariri
Aurora/CE – Em menos de 24 h, dois casos de violência doméstica mobilizaram policiais no Cariri: um homem de 41 anos discutiu com as irmãs e outro, de 23, ameaçou a própria mãe ao exigir a venda de um terreno para quitar dívida com agiota.
- Em resumo: Discussões motivadas por álcool e drogas terminaram em prisões, tornozeleira eletrônica e pedido de tratamento contra dependência.
Como as brigas saíram do controle
No bairro Araçá, Damião de Lima Domingos, 41, chegou embriagado à casa dos pais. A recusa das irmãs em aceitar o consumo de drogas dentro do imóvel desencadeou agressões mútuas. Uma delas passou mal e foi socorrida ao Hospital de Aurora.
Mesmo ferido na testa, Damião reagiu à prisão e foi levado à Delegacia de Brejo Santo. Já responde por trânsito, violência doméstica, danos e desacato. Na audiência de custódia, obteve liberdade provisória, mas saiu com tornozeleira eletrônica.
“Quero vender a outra parte do terreno para pagar a dívida”, teria dito José Hélio, segundo o boletim policial.
Quando a dívida fala mais alto que o vínculo familiar
No Sítio Cachoeirinha, em Caririaçu, José Hélio Aguiar de França, 23, embriagado, exigiu que a mãe, 51, vendesse a lateral da casa para saldar débito com agiota. Diante da negativa, a discussão virou ameaça, relatou a irmã à polícia. Embora a Lei Maria da Penha permita proteção imediata, a mãe dispensou medidas cautelares e pediu apenas tratamento para o filho.

Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica que o Ceará registrou, em 2022, mais de 29 mil ocorrências de violência doméstica, média de 80 casos por dia – cenário que reforça a gravidade dos episódios do Cariri.
O que você acha? A tornozeleira e o tratamento bastam para evitar novas agressões? Para mais notícias sobre segurança, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
