Juazeiro do Norte/CE – Uma operação relâmpago da DRACO SUL expôs como o tráfico continua se reinventando no Cariri: um entregador de aplicativo, de apenas 19 anos, foi flagrado em casa com cocaína, maconha, crack e uma escopeta calibre 12. Horas depois, deixou a prisão usando tornozeleira eletrônica, decisão que acendeu o alerta sobre o vaivém de acusados pelo sistema judicial.
- Em resumo: 130 g de cocaína, 30 porções de outras drogas e arma calibre 12 não impediram a liberdade provisória.
Da apreensão expressa à liberdade monitorada
Os agentes chegaram ao imóvel da Rua Cícera Ferreira de Araújo, bairro Vila Três Marias, depois de denúncias anônimas. Lá, encontraram balança de precisão, material para embalar e munições. Segundo o delegado Robeilton Amorim, o suspeito confessou que cada papelote de cocaína era vendido a R$ 50.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que a cada 10 prisões por tráfico no Nordeste, quatro terminam em medidas alternativas, fenômeno que sobrecarrega o monitoramento eletrônico e preocupa especialistas.
“Ele vendia a droga em pequenos lotes; a escopeta servia para intimidar cobradores e grupos rivais”, detalhou um investigador que participou da ação.
Por que o caso chama atenção
A decisão do juiz João Pimentel Brito, em audiência de custódia, liberou o jovem sob condição de rastreamento 24 horas. Na prática, o poder público assume o custo de R$ 240 mensais da tornozeleira, segundo levantamento do CNJ, enquanto a DRACO SUL mantém a linha direta de denúncias pelo WhatsApp (2157-8021).

Para o bairro Vila Três Marias, a preocupação é dupla: o tráfico segue ativo e, agora, um acusado volta a circular nas mesmas ruas em que foi preso. A Polícia Civil reforça que qualquer informação é tratada com sigilo absoluto.
O que você acha? Medidas como a tornozeleira eletrônica realmente inibem o crime ou apenas adiam o problema? Para mais análises sobre segurança pública, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação