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FMI alerta: guerra faz petróleo e dólar disparar e testa economia
Bangkok, Tailândia – A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, declarou que a economia global está “sendo testada mais uma vez” pelo conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, acentuando a volatilidade dos mercados e o temor de um novo salto inflacionário.
- Em resumo: FMI vê choque de petróleo e dólar como ameaça imediata ao crescimento mundial.
Choque de energia reacende alerta de inflação
O fechamento parcial do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, já fez a cotação do barril superar US$ 82, maior patamar desde janeiro de 2025. Para o FMI, esse encarecimento torna “a incerteza a nova normalidade”, sobretudo em economias emergentes que dependem de combustíveis fósseis.
No Brasil, o dólar subiu 0,6% nesta semana, tocando R$ 5,16 e pressionando combustíveis e insumos importados, cálculo que o Banco Central considera nas projeções de inflação até 2027.
“Vivemos em um mundo onde os choques são mais frequentes e inesperados”, ressaltou Georgieva durante conferência sobre o futuro da Ásia.
Impacto direto no bolso do brasileiro
Caso o petróleo avance outros 10 %, analistas estimam alta de até R$ 0,40 no litro da gasolina nas próximas semanas – efeito em cadeia que encarece transporte, alimentos e energia. A última vez que um conflito no Oriente Médio elevou tanto o barril, a inflação brasileira acelerou 1,3 ponto percentual em menos de dois meses, segundo séries históricas do IBGE.

Para conter a escalada de preços, o Comitê de Política Monetária pode reduzir o ritmo de cortes na Selic, hoje em 10,75 % ao ano, afetando crédito, investimentos e geração de empregos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
