Foragido por feminicídio há 5 anos é capturado em Canindé
Canindé/CE – Depois de cinco anos em fuga, um homem de 27 anos suspeito de assassinar a companheira com um objeto perfurocortante em Barreira, em 2018, foi finalmente localizado e preso pela Polícia Civil do Ceará na última sexta-feira (27).
- Em resumo: Mandado expedido em Redenção foi cumprido por agentes do GISE, encerrando a busca por um crime que chocou o Maciço de Baturité.
Como a polícia chegou ao paradeiro do suspeito
Investigadores do Grupo de Investigação e Seguimento Especializado (GISE) cruzaram dados de telefonia e deslocamentos até identificarem que o foragido circulava entre municípios vizinhos. A triangulação apontou para Canindé, na Área Integrada de Segurança Pública 4.
Na tarde de sexta, a equipe montou campana próximo ao endereço indicado e efetuou a prisão sem resistência. O mandado preventivo, expedido pela Comarca de Redenção, foi cumprido e o suspeito conduzido à Delegacia Regional de Canindé, onde permanece à disposição da Justiça.
“O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Comarca de Redenção e cumprido pelos policiais civis do interior norte”, informa o relatório da operação.
Feminicídio no Ceará: números que acendem o alerta
Casos como o de Barreira não são isolados. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.437 feminicídios em 2022, o maior patamar da série histórica. No Ceará, foram 62 ocorrências, média de uma mulher morta por semana pela condição de gênero.
Especialistas atribuem a alta persistente à dificuldade de romper o ciclo de violência doméstica e à informalidade de relacionamentos em municípios menores, onde há menos abrigos e delegacias especializadas. A legislação prevê pena de até 30 anos para feminicídio, agravada se a vítima tiver menos de 14 anos, for gestante ou apresentar deficiência.

Para familiares da jovem de 19 anos assassinada em 2018, o cumprimento do mandado representa a chance de um julgamento presencial e, possivelmente, o encerramento de um capítulo doloroso que se arrasta há meia década.
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Crédito da imagem: Divulgação
