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sexta-feira, março 20, 2026

Fortaleza libera anticorpo contra bronquiolite para prematuros

Fortaleza libera anticorpo contra bronquiolite para prematuros

Fortaleza/CE – A Secretaria Municipal da Saúde começou a aplicar, gratuitamente, o anticorpo monoclonal Nirsevimabe em bebês prematuros de até 37 semanas e em crianças menores de 23 meses com comorbidades, oferecendo proteção imediata contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite.

  • Em resumo: Três hospitais da capital concentram a aplicação do anticorpo que reduz em até 83% as internações por bronquiolite.

Como garantir a dose gratuita

O acesso ao Nirsevimabe começa na atenção básica: pais ou responsáveis devem levar a criança ao posto de saúde para avaliação clínica. Com a prescrição em mãos, a unidade solicita a dose à Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), que envia o frasco ao hospital escolhido – Hospital Universitário do Ceará, Hospital Geral de Fortaleza ou Maternidade-Escola Assis Chateaubriand.

Segundo o Ministério da Saúde, o anticorpo age logo após a aplicação, uma vez que é fornecido pronto, sem depender da resposta imunológica do bebê.

“Essa proteção passiva é crucial nos primeiros dois anos de vida, quando o VSR responde por até 70% das internações respiratórias pediátricas”, destaca nota técnica da Secretaria Estadual da Saúde.

Por que o anticorpo é estratégico

Estudo da Organização Pan-Americana de Saúde mostra que o VSR é responsável por cerca de 3,4 milhões de hospitalizações infantis anuais no mundo. No Brasil, a sazonalidade do vírus costuma pressionar emergências entre março e junho. Em 2025, o Ceará registrou aumento de 18% nas internações por bronquiolite em comparação ao ano anterior, segundo o Sistema de Informação Hospitalar (SIH/SUS).

Ao priorizar prematuros e crianças com doenças cardíacas, pulmonares ou genéticas, a iniciativa busca reduzir complicações graves, intubações e óbitos. Entre as comorbidades elegíveis estão broncodisplasia, fibrose cística, síndrome de Down e imunodeficiências severas.

O que você acha? A estratégia de imunização passiva deveria ser ampliada para todas as crianças na próxima sazonalidade? Para acompanhar outras ações de saúde no Estado, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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