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Franceses interceptam 1,3 t de cocaína e entregam brasileiros à PF no Ceará
Fortaleza/CE – Uma fragata da Marinha francesa interceptou em pleno Oceano Atlântico, na última semana, um barco suspeito carregando 1,3 tonelada de cocaína que tinha o Brasil como destino final. O entorpecente foi apreendido e três tripulantes brasileiros foram levados ao Porto do Mucuripe, onde ficaram sob custódia da Polícia Federal (PF).
- Em resumo: droga avaliada em R$ 260 milhões é retirada das rotas do crime e três suspeitos encaram acusação de tráfico internacional.
Como a rota transatlântica foi rastreada
A operação começou em janeiro, quando analistas de inteligência da PF mapearam padrões de navegação usados por grupos sul-americanos. As informações foram repassadas a organismos internacionais e, já em alto-mar, cruzadas com o sistema de monitoramento da Marinha francesa.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 70% da cocaína que ingressa no país passa por rotas marítimas camufladas em cargueiros ou pesqueiros adaptados – prática que força cooperação multinacional para conter o fluxo.
“A ação comprova que a integração de dados reduz a capacidade logística de organizações criminosas”, destacou a Polícia Federal ao receber os detidos em Fortaleza.
Por que a apreensão muda a logística do crime
Estimativas da ONU apontam que cada tonelada de cocaína chega a movimentar US$ 40 milhões no mercado europeu. Ao interceptar 1,3 t ainda no mar, autoridades evitam que esse montante retroalimente facções atuantes no Brasil e em países vizinhos.

A legislação brasileira prevê pena de 5 a 15 anos de prisão para tráfico internacional, aumentada em até dois terços quando há associação criminosa. Com o flagrante em jurisdição estrangeira, os três brasileiros responderão no Brasil, mas o processo pode incluir cooperação judicial com a França.
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Crédito da imagem: Divulgação
