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sexta-feira, março 13, 2026

Fraude bilionária e tensão no Irã fazem dólar disparar

Fraude bilionária e tensão no Irã fazem dólar disparar

São Paulo – Na manhã desta quinta-feira (5), o dólar comercial subiu diante de um cenário carregado: a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por um esquema potencialmente bilionário, coincidiu com novo ataque dos EUA a um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, aumentando o prêmio de risco e a busca por ativos seguros.

  • Em resumo: Fraude financeira no Banco Master e ameaça ao Estreito de Ormuz acendem alerta nos mercados.

Por que o câmbio reagiu tão rápido?

A cotação abriu em alta de 0,45%, aproximando-se de R$ 5,10, enquanto investidores recalculavam riscos políticos e geopolíticos. Segundo dados do Banco Central, entradas de capital para renda fixa vinham sustentando a queda de 4,9% do dólar no ano, mas o fluxo arrefeceu após o novo capítulo da Operação Compliance Zero.

No exterior, a destruição de um destroyer iraniano reforçou o temor de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota de quase 20% de todo o petróleo consumido no planeta. A simples possibilidade de interrupção faz seguradoras marítimas elevarem prêmios e empurra importadores a hedge em moeda norte-americana.

“Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o LIVRE FLUXO DE ENERGIA para o MUNDO”, escreveu Donald Trump na rede Truth Social.

Dados econômicos agravam o nervosismo

O relatório ADP mostrou criação de 63 mil vagas no setor privado dos EUA em fevereiro, acima do consenso de 50 mil. O número impulsionou apostas de que o Federal Reserve manterá juros elevados por mais tempo, tornando Treasuries mais atraentes e drenando recursos de emergentes.

Já no Brasil, o Banco Central liberou a utilização de parte dos depósitos compulsórios no Fundo Garantidor de Crédito, movimento visto por analistas como tentativa de reforçar a confiança no sistema após as acusações contra o Banco Master. O Ibovespa, que recuava 1,8% na semana, ensaiava recuperação moderada.

Nos mercados de commodities, o Brent oscilava a US$ 81,40 por barril às 16h45, praticamente estável depois de três altas seguidas. Se o estreito permanecer aberto, a correção pode continuar; caso contrário, a cotação tende a romper US$ 85, apontam operadores.

O que você acha? A ameaça militar ao petróleo e escândalos financeiros justificam um dólar acima de R$ 5? Para acompanhar mais análises, visite nossa editoria de Finanças.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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