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Fraude no Banco Master envolve fundos ligados ao crime
Fraude no Banco Master envolve fundos ligados ao crime – Documentos enviados pelo Banco Central (BC) ao Ministério Público Federal detalham um esquema que teria movimentado R$ 11,5 bilhões por meio de quatro fundos de investimento já investigados por conexão com organizações criminosas.
As transações, reveladas em material protocolado em 17 de novembro, sugerem que o banco simulou aportes de capital usando ativos de baixa liquidez e valores superestimados para manter as operações antes da liquidação extrajudicial decretada no fim de 2024.
Como operava o esquema de R$ 11,5 bilhões
Segundo técnicos do BC, o Banco Master concedia empréstimos a empresas que, em seguida, aplicavam os recursos em fundos administrados pela Reag DTVM. Esses fundos compravam títulos quase sem mercado por preços até dez vezes superiores ao real. Em etapas posteriores, os papéis retornavam a veículos controlados por Daniel Vorcaro, proprietário do banco, e por executivos de sua confiança.
Esse modelo criou a aparência de solidez patrimonial, mascarando riscos e permitindo que o conglomerado atendesse, no papel, às exigências mínimas de capital. Um relatório oficial do BC mostra que, entre julho de 2023 e julho de 2024, R$ 11,5 bilhões foram destinados a operações de crédito corporate altamente concentradas, contrariando os princípios de liquidez e diversificação definidos pela regulação bancária. Mais detalhes sobre liquidações extrajudiciais podem ser encontrados no portal do Banco Central.
Alvos incluem administradora citada na Operação Carbono Oculto
Os quatro fundos listados são geridos pela Reag DTVM, alvo da Operação Carbono Oculto, que apura lavagem de dinheiro ligada à máfia dos combustíveis e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Investigadores afirmam que os mesmos instrumentos financeiros usados no suposto esquema do Banco Master aparecem em transações rastreadas nessa investigação.
Além dos indícios de crime contra o sistema financeiro, o BC apontou falhas deliberadas de gestão de riscos. O documento descreve que garantias baseadas em fundos de liquidez — usualmente adotadas para reduzir exposição — foram empregadas de forma inversa, elevando perigos para credores e depositantes.

Impacto, liquidação e questionamentos no TCU
O histórico das operações fundamentou a liquidação extrajudicial do conglomerado Master, determinada pelo Banco Central após “esgotamento de todas as alternativas de mercado”. A medida foi levada ao Tribunal de Contas da União, onde há processo de mediação sobre a inspeção de documentos sigilosos.
Segundo o BC, de 2013 a 2023 foram registradas 12 liquidações extrajudiciais de instituições financeiras no país — mecanismo extremo usado para proteger o sistema quando a solvência está comprometida.
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Crédito da imagem: Divulgação
