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sexta-feira, março 27, 2026

Fungo que pode dizimar 40% do maracujá: estratégias urgentes de controle

Fungo que pode dizimar 40% do maracujá: estratégias urgentes de controle

Boa Vista/RR – A descoberta de lesões escuras em folhas de maracujá fez a produtora Hilda, do interior de Roraima, buscar ajuda imediata. O pedido chegou ao Globo Rural e acendeu o alerta: pragas e doenças como a antracnose conseguem destruir até 40% da safra nacional se não forem contidas, alerta a Embrapa.

  • Em resumo: doenças fúngicas e pragas sugadoras já afetam milhares de hectares e podem reduzir drasticamente a produção de maracujá.

Por que a ameaça é tão séria?

De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil colheu cerca de 698 mil toneladas de maracujá em 2023, movimentando uma cadeia que sustenta 250 mil famílias. Contudo, técnicos da Embrapa apontam que doenças como antracnose, bacteriose e murcha de Fusarium avançam mais rápido em climas quentes e úmidos – exatamente o cenário de grande parte da Amazônia Legal.

Insetos sugadores, como a mosca-das-frutas e o percevejo-do-maracujazeiro, abrem “portas” para infecções, exigindo manejo integrado: armadilhas, podas de limpeza e fungicidas registrados.

“O uso preventivo de mudas certificadas reduz o risco em até 70%”, destaca folheto técnico gratuito da Embrapa, citado pela transmissão da Globo Rural.

Como agir a tempo: passo a passo do manejo integrado

Especialistas recomendam monitoramento semanal. Folhas manchadas devem ser retiradas e queimadas; deixar restos no solo mantém esporos ativos. Para antracnose, a mistura de oxicloreto de cobre com mancozebe, aplicada a cada 15 dias, tem se mostrado eficaz.

No caso de bacteriose, a orientação é alternar produtos à base de cobre com bioinsumos certificados. Já contra a murcha de Fusarium, a única barreira realmente eficaz é escolher viveiros livres do patógeno e garantir rotação de culturas de pelo menos dois anos.

Por fim, o controle de insetos inclui cinturões de plantas repelentes, como cravo-de-defunto, e armadilhas com proteína hidrolisada para capturar moscas adultas.

O que você acha? Sua plantação já sofreu com essas doenças? Compartilhe nos comentários. Para mais dicas sobre mercado agrícola e proteção de receitas, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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