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Funk brasileiro vira arma viral na guerra Irã-Israel
TEERÃ – Em meio à escalada de narrativas digitais sobre o conflito Irã-Israel, trechos de funk carioca remixados no estilo “brazilian phonk” atravessaram fronteiras e agora embalam vídeos que tanto glorificam quanto atacam Ali Khamenei, Benjamin Netanyahu e o opositor Reza Pahlavi.
- Em resumo: Batidas brasileiras sustentam propaganda antagônica dos dois lados do Oriente Médio.
Do baile ao front digital: como o “phonk” se espalhou
Nascido nos bailes cariocas e turbinado por graves arrastados, o brazilian phonk viralizou primeiro em jogos on-line russos e, recentemente, ganhou o TikTok no Oriente Médio. Em perfis favoráveis ao regime, o falecido líder Ali Khamenei surge “colocadão”, enquanto páginas monarquistas transformam Pahlavi em astro de videoclipe. Já contas pró-Israel exibem caças F-16 ao ritmo de “ela desce, ela sobe”.
Embora o conteúdo seja de entretenimento, especialistas lembram que a música pode potencializar mensagens bélicas: segundo o Atlas da Violência 2023, conteúdos audiovisuais com forte apelo emocional tendem a aumentar o engajamento em até 70% nas redes.
“Vai ser só colocadão / nas novinhas do xe*ecão”, diz a faixa remixada que exalta Khamenei, num contraste irônico com a rígida moral islâmica.
Autoria perdida e impacto cultural
DJ’s de phonk raramente creditam os MCs originais, o que dificulta rastrear direitos autorais e revela a fluidez cultural da internet. Ao mesmo tempo, o fenômeno recoloca o funk brasileiro — vítima histórica de estigma doméstico — no centro de uma disputa geopolítica de narrativas.

Para pesquisadores de mídia, o uso de letras sexualizadas em contextos políticos indica uma estratégia de choque: a batida agressiva serve como “marcador de poder” em sociedades onde a dança pública feminina é criminalizada. O contraste estimula reações, comentários e, principalmente, compartilhamentos, moeda valiosa no algoritmo do TikTok.
O que você acha? O funk deve ser celebrado como expressão global ou é mera ferramenta de propaganda? Para mais pautas de cultura pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
