Funk com jazz: flauta transversal surpreende em ‘Transversa’
São Paulo (SP) – No próximo 20 de março, a flautista Ariane Rodrigues estreia como solista com “Transversa”, obra que funde o vigor do funk à improvisação jazzística, em gravação que será exclusivamente transmitida pela Band.
- Em resumo: Flauta ganha protagonismo inédito ao cruzar funk e jazz em álbum gravado entre 2025 e 2026.
Da sala de aula ao estúdio: o salto da instrumentista
Formada no tradicional Conservatório de Tatuí, Ariane integrou a Banda de Pífanos de Caruaru antes de apostar na carreira solo. Segundo dados do Ministério da Educação, o número de matrículas em cursos de música cresceu 18 % na última década, impulsionando novos talentos como a paulista.
Entre outubro de 2025 e fevereiro deste ano, ela e o engenheiro Adonias Júnior captaram cada faixa no Estúdio Arsis. O quarteto conta ainda com Everton Barba (bateria), Fábio Leal (guitarra) e Ricardo Zoyo (baixo e sintetizador); já o percussionista Ari Colares participa em “Saidêra”, faixa de encerramento.
“Transversa insere a flauta transversal no universo do jazz”, resume a apresentação oficial do álbum.
Sete composições próprias e uma homenagem a Hermeto
Das oito faixas, sete são autorais, incluindo “Funk Transverso”, “Hermínia” e “Sono Bom”. A exceção é “Montreux”, escrita por Hermeto Pascoal (1936 – 2025) e lançada pelo mestre ao vivo no festival suíço de 1979. A escolha reafirma a ponte entre gerações de instrumentistas brasileiros.

Embora a cena instrumental represente apenas 2 % dos streams de música nacional, segundo relatório da IFPI 2025, ela mostra crescimento constante na casa dos dois dígitos, o que indica espaço para experimentações como as de Ariane.
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Crédito da imagem: Divulgação / José de Holanda
