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Gaeco madruga vereador de Sobral; MPCE recolhe documentos
Sobral/CE – O Ministério Público do Ceará (MPCE) desencadeou, na manhã da última terça-feira (31), uma operação que levou agentes do Gaeco e da Polícia Civil ao endereço pessoal e ao gabinete do vereador Marlon Sobreira (PP). Mandados de busca e apreensão resultaram na coleta de pastas e mídias que podem mexer no xadrez político local.
- Em resumo: Casa e gabinete do parlamentar foram vasculhados; teor dos documentos segue em sigilo.
Operação ao amanhecer: o passo a passo
De acordo com o promotor Rodrigo Calzavara, os agentes chegaram por volta das 6h no distrito de Jaibaras e, uma hora depois, entraram na Câmara Municipal. A ação replica o protocolo de grandes investigações anticorrupção recomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que prioriza buscas simultâneas para evitar ocultação de provas.
No gabinete, computadores e caixas com contratos foram lacrados e remetidos para perícia em Fortaleza, enquanto na residência foram recolhidos celulares e anotações financeiras.
“Até o momento, não há detalhes sobre o conteúdo do material apreendido”, informou o MPCE em nota.
O que está em jogo para a política de Sobral
Especialistas lembram que, no Ceará, 27 agentes públicos foram alvos de operações do Gaeco nos últimos três anos — quatro deles perderam o mandato após oferecimento de denúncia. O número reflete a escalada de ações anticorrupção no Estado, que aderiu, em 2021, ao Mapa de Risco de Integridade elaborado pela CGU.

Além de possíveis consequências eleitorais, Sobreira pode ter as contas de campanha revisadas com base na Lei nº 9.504/97, caso surjam indícios de financiamento irregular. Se houver denúncia criminal, o processo tramitará no Tribunal de Justiça, mas a Câmara pode abrir comissão interna ainda nesta semana.
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Crédito da imagem: Divulgação / PCCE
