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Gaeco mira 38 suspeitos por sumiço de R$7,7 mi em oito prefeituras
Fortaleza/CE – Na última sexta-feira (20), o Ministério Público do Ceará denunciou 38 pessoas por um esquema que drenou R$ 7,7 milhões dos cofres de oito prefeituras cearenses, entre 2015 e 2017, deixando serviços essenciais à míngua.
- Em resumo: Grupo usava empresas de fachada e “laranjas” para sacar o dinheiro público minutos após cada repasse.
Esquema em três frentes: político, empresarial e operacional
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), agentes públicos facilitavam licitações fajutas, empresários criavam companhias de fachada e intermediários cediam contas bancárias. Relatórios de inteligência financeira e quebras de sigilo confirmaram o caminho do dinheiro, prática comum em fraudes identificadas também pela Polícia Civil do Ceará em investigações similares.
Os depósitos eram pulverizados para contas de terceiros que funcionavam como “caixa rápido”: o valor caía de manhã e era sacado à tarde, sem passar pelos controles oficiais.
“Os repasses chegavam a ser fragmentados em até dez contas diferentes para escapar da fiscalização”, revela trecho da denúncia.
Impacto nas cidades e risco de reincidência
Chaval, Ibicuitinga, Itarema, Itaitinga, Itapiúna, Jijoca de Jericoacoara, Pentecoste e Tejuçuoca figuram na lista de lesados. Juntas, essas cidades somam cerca de 360 mil habitantes que, à época, enfrentaram atraso em folha de servidores e paralisação de obras, segundo dados do Painel de Finanças Públicas Municipais do Tesouro Nacional.

Casos de peculato e fraude em licitação custaram aos municípios brasileiros R$ 12,1 bilhões apenas em 2023, estima a Transparência Internacional – o dobro do orçamento anual da cidade de Fortaleza. Especialistas defendem ampliar o uso de portais de gastos em tempo real e auditorias independentes para fechar brechas recorrentes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Jessyca Marques
