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quarta-feira, março 18, 2026

Globo atingiu 12,9 milhões: Bad Bunny é o estrangeiro mais ouvido

Globo atingiu 12,9 milhões: Bad Bunny é o estrangeiro mais ouvido

Globo – Após a exibição dos melhores trechos do Super Bowl e de shows em São Paulo nos dias 20 e 21 de fevereiro, a cobertura da emissora e a difusão na internet catapultaram o porto-riquenho Bad Bunny ao posto de artista internacional mais ouvido no Brasil, com reflexos imediatos nas plataformas de streaming.

  • Em resumo: A Globo alcançou 12,9 milhões de pessoas com a cobertura; no Spotify o artista chegou à 12ª posição na semana seguinte ao Super Bowl e foi o gringo mais ouvido no país.

Entenda a dinâmica por trás do pico

O show de menos de 15 minutos no intervalo do Super Bowl foi exibido por diferentes janelas no Brasil — a Globo mostrou trechos após o BBB, o Multishow exibiu o concerto completo e o jogo passou no SporTV. TRANSMISSÃO: SporTV | Globo | Band. A soma das plataformas da Globo resultou em audiência de 12,9 milhões de pessoas.

O impacto se refletiu nas paradas: Bad Bunny alcançou a 12ª posição no Spotify na semana logo após a final da NFL e, na semana seguinte, caiu para a 24ª — ainda assim, era o estrangeiro mais ouvido no país. No YouTube, ocupa a 76ª colocação entre os artistas mais ouvidos. Dados públicos de rankings confirmam como virais televisivos e online podem acelerar picos de consumo.

“Com Bad Bunny após o Super Bowl foi um engajamento passional, uma coisa meio Copa do Mundo, com o povo doido gritando: é — também — do Brasil!” — Breno Soutto, diretor de análises do Buzzmonitor.

Contexto, reação social e riscos de queda

As menções nas redes explodiram: foram 218,5 mil publicações na segunda-feira após o Super Bowl (em comparação à média diária de 2025, de 486 menções). O volume, porém, caiu nas dias seguintes — 62,5 mil na terça e 24 mil na quarta — sugerindo um pico momentâneo.

O sentimento nas redes, segundo análise do Buzzmonitor, foi majoritariamente positivo (75,93%), com 15,25% de manifestações negativas e 8,82% neutras. Entre os ataques mais populares esteve um post de Eduardo Bolsonaro, que teve 181,4 mil curtidas.

Especialistas apontam que o apelo se alimentou tanto da sonoridade — proximidades na matriz africana da música latino-americana — quanto dos símbolos latinos exibidos na performance. Mesmo assim, analistas avaliam tendência de queda sem novas ações que sustentem a atenção, como parcerias locais; Bad Bunny afirmou que só faria duetos após conhecer melhor músicos brasileiros.

Esses episódios reforçam como vitrines televisivas e trechos virais têm poder de acelerar o consumo musical em mercados grandes e competitivos. Para quem acompanha tendências de audiência e mercado musical, a combinação entre transmissão em canal aberto e viralização online é um motor claro de descoberta.

O que você acha? Bad Bunny manterá esse espaço nas paradas brasileiras ou foi só um pico impulsionado pelo Super Bowl? Para mais análises e atualizações, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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