Silverstone, Inglaterra – A Aston Martin começa 2026 sob fogo cruzado: David Coulthard classificou como “gol contra” a decisão de promover Adrian Newey a chefe de equipe, em meio às quebras ligadas ao retorno da Honda.
- Em resumo: Coulthard questiona a veia política de Newey enquanto Alonso e Stroll sofrem com vibrações no novo motor.
Por que a crítica de Coulthard preocupa
Ao site oficial da FIA, especialistas lembram que o cargo de chefe de equipe exige negociação constante com patrocinadores, pilotos e federação – habilidades que Newey raramente precisou exibir nos seus 11 títulos mundiais de construtor.
Em vez de mesas de reunião, o britânico se notabilizou por pranchetas e túneis de vento. A transição, alerta Coulthard, pode minar decisões estratégicas num calendário que terá 24 GPs e margem mínima para correções.
“Nunca o enxerguei como gestor político; ele vive para a parte técnica”, frisou Coulthard, ex-parceiro de Newey na McLaren.
Consequências para a temporada 2026
Os efeitos já aparecem: dois abandonos de Fernando Alonso e um P15 de Lance Stroll na abertura do campeonato tiraram 22 pontos potenciais da equipe. Para comparação, em 2025 a Aston terminou a primeira rodada com 18 pontos – diferença que, no fim do ano, garantiu o quinto lugar no Mundial.
Analistas lembram que o novo propulsor Honda, embora potente, vibra além do limite recomendado pelo regulamento técnico de 2026, exigindo reforços de chassi que elevam peso e comprometem a aerodinâmica superior de Newey.
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