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Governo banca R$ 30,5 bi nos combustíveis e sobe imposto do cigarro
BRASÍLIA – Para conter o impacto da guerra no Oriente Médio sobre bombas e aeroportos brasileiros, o governo federal anunciou, na última segunda-feira (6/4/2026), um pacote de R$ 30,5 bilhões que inclui isenções no diesel, no biodiesel e no querosene de aviação, compensado em parte por um aumento no IPI dos cigarros.
- Em resumo: Diesel terá subsídio de até R$ 1,20/L; IPI do cigarro sobe de 2,25% para 3,5% por dois meses.
Por dentro do pacote de R$ 30,5 bilhões
Segundo o Ministério do Planejamento, R$ 20 bilhões virão da isenção de PIS/Cofins sobre o diesel, enquanto R$ 10 bilhões cobrem subvenções diretas a importadores e refinarias. Outros R$ 500 milhões zeram tributos federais sobre QAV, biodiesel e GLP.
Para bancar parte da conta, o Planalto contabiliza royalties e participações na exportação de petróleo, além de ampliar de 2,25% para 3,5% o IPI aplicado às carteiras de cigarro. Dados da Receita Federal indicam que a medida deve render R$ 1,2 bilhão em apenas 60 dias.
“O desconto chegará a R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividido igualmente entre União e estados”, detalhou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Tabaco paga a conta: quanto isso pesa no bolso e na saúde?
Com a nova alíquota, o preço mínimo do maço passa de R$ 6,50 para R$ 7,50. Embora o reajuste eleve a arrecadação, estudos da Organização Mundial da Saúde apontam que aumentos de 10% nos preços do cigarro podem reduzir o consumo em até 4% nos países de renda média, efeito que o governo afirma ser “colateral positivo”.

No front fiscal, o IPI sobre cigarros responde por cerca de 0,3% da receita tributária federal anual. Já a subvenção ao diesel é temporária: abril e maio concentram os gastos, e a compensação estadual será descontada do Fundo de Participação dos Estados (FPE), mecanismo que representa 21,5% do IR e do IPI distribuídos às unidades da federação.
O que você acha? A alta do imposto sobre cigarros é o melhor caminho para custear combustíveis mais baratos? Para mais análises do mercado, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Foto G1
