Governo pode soltar R$17 bi do FGTS para limpar seu nome
Brasília – O Ministério do Trabalho e Emprego avalia destravar R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para socorrer brasileiros congestionados por dívidas, em especial as do cartão de crédito. A medida, que depende de Medida Provisória, mira até 10 milhões de pessoas e pode ser anunciada nos próximos dias.
- Em resumo: Governo estuda liberar R$ 17 bi do FGTS para abater dívidas e devolver valores bloqueados além do necessário.
Como o dinheiro deve chegar ao bolso do trabalhador
A proposta vem em duas frentes. A primeira prevê até R$ 10 bilhões para quitação de dívidas, com foco em quem ganha menos e está mais exposto ao juro rotativo, que ultrapassa 400% ao ano segundo dados do Banco Central.
Já a segunda frente libera aproximadamente R$ 7 bilhões a quem contratou antecipação do saque-aniversário, foi demitido depois disso e teve parte do saldo bloqueada como garantia bancária.
“Em um exemplo citado, podem ser retidos R$ 10 mil como garantia para cobrir um débito de cerca de R$ 6,4 mil.”
Por que a medida pode mexer com seu bolso
Ao devolver o excedente bloqueado, o governo injeta recursos que já pertencem ao trabalhador, sem recorte de renda. Especialistas lembram que cada R$ 1 quitado em dívida cara devolve poder de compra imediato à família.

O movimento ocorre num cenário em que 78% das famílias relatam endividamento, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio, e a inadimplência no rotativo chegou a 38,9% em fevereiro de 2026, segundo o Banco Central. Unificar débitos e trocar juros de três dígitos por taxas subsidiadas pode reduzir parcelas em até 80%, conforme conversas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com bancos públicos e privados.
O que você acha? A liberação do FGTS é o caminho certo para reduzir a inadimplência? Para mais conteúdos sobre finanças pessoais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Jornal Nacional





