- Prefeita reage à prisão de 5 vereadores por elo com facção
- Após vitória criticada, Cearamor pressiona elenco do Ceará
- PF intercepta 113 cápsulas e 2,3 kg de droga em Fortaleza
- Mutirão quita dívidas e fiscaliza lojas em Quixadá; veja como
- Solto! Motorista que arrastou moto e causou explosão dribla prisão
Grupo católico ameaça consagrar bispos sem aval do Vaticano
Estados Unidos – Em comunicado divulgado no último fim de semana, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) voltou a pôr em xeque sua relação com o Vaticano ao anunciar a intenção de consagrar novos bispos sem autorização papal, passo que reabre feridas antigas e pode levar a um rompimento formal com Roma.
- Em resumo: movimento tradicionalista fala em novas consagrações episcopais à revelia do Papa, repetindo crise de 1988.
Por que a ameaça é tão séria?
A ordenação de bispos sem mandato pontifício configura, pelo Código de Direito Canônico, crime de cisma.
Foi exatamente isso que levou à excomunhão do fundador da FSSPX, Dom Marcel Lefebvre, em 1988, quando consagrou quatro bispos contra a vontade de João Paulo II. À época, o ato abalou a Igreja e gerou repercussão global.
“Estamos prontos para agir se a fé de nossos fiéis continuar ameaçada”, declarou um porta-voz da FSSPX no fim de semana.
O histórico de idas e vindas com Roma
Fundada em 1970, a FSSPX rejeita parte das reformas do Concílio Vaticano II (1962-1965). Em 2009, Bento XVI suspendeu a excomunhão dos bispos do grupo, mas manteve seu status “irregular”. Em 2015, o Papa Francisco concedeu aos padres da fraternidade permissão para ouvir confissões e, em 2017, para assistir casamentos — sinal de abertura que agora fica em risco.
Segundo levantamento do Pew Research Center, cerca de 20% dos adultos dos EUA se identificam como católicos, número que ajuda a dimensionar a relevância de qualquer cisma no país.

Consequências práticas para fiéis e clero
Se a fraternidade seguir adiante, os novos bispos poderão ordenar sacerdotes sem vínculo canônico, multiplicando comunidades fora do controle da Santa Sé. Já para os fiéis, persistem dúvidas sobre validade sacramental e comunhão plena com a Igreja.
Especialistas apontam que um novo corte poderia dificultar a retomada de diálogo, ainda mais em um momento em que Francisco tenta pautar sinodalidade e unidade.
O que você acha? A FSSPX tem razão ao adotar postura tão radical ou está prestes a repetir um erro histórico? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
