- Laptop achado e rota refeita: nova pista sobre sumiço de Vitória
- Vídeo: carro arrasta moto e explode após briga em Fortaleza
- Ônibus com 37 passageiros tomba na CE-040 e causa pânico
- Foragido de homicídio em PE cai após operação policial no Cariri
- Tiroteio no Cariri: suspeito de 26 morto; pai e filho feridos
Guerra em Israel obriga atleta cearense a treinar fugindo de sirenes
Asdode, Israel – A handebolista cearense Elaine Gomes, 28, descreve que trocar a quadra pelo bunker se tornou parte da rotina desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, no último sábado (28). O som das sirenes, diz ela, ameaça não apenas a temporada esportiva, mas a própria saúde mental.
- Em resumo: confinada há quatro dias, atleta corre ao redor do prédio para não adoecer.
Da quadra ao bunker: como virar a chave
Antes do conflito, Elaine acordava às 6h, treinava em dois períodos e estudava. Agora, mantém contato constante com a família em Fortaleza e limita exercícios a corridas curtas perto do prédio, que possui abrigo antibomba. “Vivo olhando para o céu, esperando a próxima sirene”, contou ao Bom Dia Ceará.
De acordo com o Atlas da Violência, o estresse provocado por ambientes de confronto eleva em até 50% os casos de ansiedade severa entre jovens adultos, faixa etária em que se enquadra a atleta.
“Ficar nessa aflição, esperando o alarme, vai me deixar doente”, lamenta Elaine, que tenta, sem resposta, apoio da embaixada brasileira.
Ansiedade coletiva e números da guerra
O ataque conjunto de EUA e Israel matou o aiatolá Ali Khamenei e mais de 780 pessoas até 3 de março, reacendendo a tensão na região. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Tel Aviv e bases americanas, prolongando um ciclo de bombardeios diários.
Asdode permanece fora da linha de fogo principal, mas não está imune: a cidade dispõe de bunkers públicos a cada 150 metros – exigência prevista na Lei de Proteção Civil israelense desde 1992 –, o que demonstra a dimensão do medo cotidiano.

Mesmo classificada para a final da Copa de Israel, Elaine afirma que prioriza a saída do país. “Campeonato agora não importa. Quero chegar viva ao Ceará”, resume.
O que você acha? Você deixaria seu país para competir em meio a um conflito armado? Para mais histórias internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
