Guerra EUA-Israel-Irã trava cortes na Selic e ameaça bolso
Banco Central – Em São Paulo, durante evento do Bradesco BBI, a autarquia alertou que a escalada de preços causada pelo conflito EUA-Israel-Irã pode reduzir drasticamente a margem para novos cortes na Selic, hoje em 14,75% ao ano.
- Em resumo: Choque no petróleo eleva inflação global e pode segurar a Selic em nível recorde por mais tempo.
Por que a guerra mexe diretamente no seu financiamento?
Combustíveis e energia respondem por quase 20% do IPCA. Um barril de petróleo 10% mais caro, segundo estudo do Banco Central, adiciona até 0,4 ponto percentual à inflação brasileira em 12 meses.
Se a pressão persistir, economistas projetam Selic acima de 13% até 2027, encarecendo crédito imobiliário, parcelamentos e dívidas do governo.
“O Banco Central vai buscar a meta”, reforçou Nilton David, lembrando que “não dá para baixar a guarda” diante do choque de preços.
Inflação fora da meta já custou caro antes
Em 2025, quando o dólar superou R$ 6,20, o Brasil viu o IPCA chegar a 10,1% e a Selic saltar para 17,25%. O histórico indica que cada ponto acima da meta exige aproximadamente 1,5 ponto extra nos juros para ser revertido.

Dados do FMI mostram que guerras no Oriente Médio, em média, duplicam o preço do petróleo nos primeiros seis meses; a última grande alta (Golfo, 2003) elevou a inflação mundial em 2,7 pontos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters