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Guerra fecha Ormuz e dólar encosta em R$5,90 no Brasil
São Paulo – O dólar abriu nesta terça-feira (17) sob forte pressão da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que ameaça bloquear o Estreito de Ormuz e já fez o petróleo Brent saltar quase 3%, a US$ 106 por barril.
- Em resumo: risco de interrupção de 20% do petróleo global puxa dólar e reaviva temores de inflação.
Por que o Estreito de Ormuz mexe tanto no câmbio?
Por ali trafega cerca de um quinto do petróleo mundial. Desde que Washington pediu aliados para patrulhar a área — e Alemanha, Itália, Espanha, Japão e Austrália recusaram —, investidores passaram a precificar gargalos de oferta.
O avanço das cotações da commodity pressiona moedas emergentes, como o real, e alimenta apostas de inflação mais alta. Segundo dados do Banco Central, cada 10% de alta no Brent costuma adicionar 0,3 ponto percentual ao IPCA em 12 meses.
“Mesmo que o preço caia para US$ 80 nos próximos meses, a volatilidade acima de US$ 100 continua ditando o humor dos mercados”, alerta Nickolas Lobo, da Nomad.
Efeito cascata: de combustíveis à Selic
No Brasil, o IGP-10 de março saiu logo cedo e deve refletir o choque de energia nos próximos fechamentos. O Boletim Focus já projeta corte menor da Selic nesta semana, de 0,25 ponto, levando a taxa para 14,75% ao ano.
Os números do dia mostram um mercado dividido: o Ibovespa acumula 1,25% de alta na semana, mas ainda cede 4,72% no mês; o dólar recua 1,60% na semana, porém sobe 1,86% em março. No ano, as curvas se invertem: moeda americana cai 4,72%, enquanto o índice de ações avança 11,64%.

Lá fora, Wall Street reagiu positivamente ao possível alívio no tráfego marítimo: Dow Jones +0,83%, S&P 500 +1,01% e Nasdaq +1,22%. Na Europa, DAX +0,50% e FTSE 100 +0,55% refletiram a mesma leitura.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
