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Guerra no Irã eleva PETR4 a quase R$50 e turbina cofres do Brasil
RIO DE JANEIRO – A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã fez o barril do Brent ultrapassar US$ 107,94, catapultando as ações PETR4 da Petrobras a um recorde de R$ 47,29 no início de abril de 2026. O movimento levanta a arrecadação brasileira em plena corrida mundial por óleo e derivados.
- Em resumo: petróleo mais caro valorizou PETR4 cerca de 20% em um mês.
Por que as ações dispararam tão rápido?
Com o Irã ameaçando bloquear o Estreito de Ormuz – rota de um quinto da produção global –, investidores buscaram empresas com forte base produtiva fora do Golfo. A Petrobras, autossuficiente em petróleo bruto, tornou-se porto seguro e viu a demanda por seus papéis crescer.
Para analistas, a combinação de produção recorde de 5,3 milhões de boe/d e o anúncio de ampliação do parque de refino reforçaram a tese. Segundo nota do Banco Central, cada US$ 1 a mais no barril pode acrescentar até R$ 1,3 bilhão em receitas federais via royalties e participações especiais.
“Preços altos elevam exportações, impostos e dividendos ao Tesouro”, observaram István Kecskeméti e Zoltan Horváth em relatório de 11 de março.
Impacto no bolso e na política energética
Embora o Brasil exporte óleo cru, ainda importa diesel e gasolina. O salto no Brent já encareceu em quase 20% o diesel nos postos, pressionando fretes e a colheita de soja no Mato Grosso. A presidente Magda Chambriard prometeu alcançar autossuficiência em diesel em cinco anos, meta que pode poupar até US$ 10 bilhões anuais em importações, segundo cálculos da FUP.

Especialistas lembram que o último choque de preços (1979) alimentou inflação de dois dígitos. Hoje, contudo, o país dispõe de reservas internacionais de US$ 355 bilhões e câmbio flutuante, fatores que reduzem o risco de crise externa, apontam economistas da UFRGS.
O que você acha? A alta do petróleo justifica acelerar a transição energética ou aproveitar o ganho de curto prazo? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
