Guerra no Oriente pressiona bombas: Elmano cobra freio imediato no preço dos combustíveis
Caucaia, CE – Em agenda pública na última quinta-feira (19), o governador Elmano de Freitas afirmou que reduzir impostos, sozinho, não basta para que gasolina e diesel voltem a custar o que valiam antes da escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã. Ele quer um “mecanismo de travamento” que force a queda nas bombas e proteja o bolso do consumidor cearense.
- Em resumo: Elmano defende compensação direta às distribuidoras para assegurar ao cidadão o preço pré-conflito.
Por que só cortar imposto não resolve?
Segundo o governador, parte dos reajustes chega às bombas enquanto postos ainda vendem estoques comprados mais baratos. A lógica se repete nacionalmente: levantamento da série histórica do Banco Central mostra que, nas últimas três semanas, o petróleo recuou 7%, mas o repasse ao consumidor mal se mexeu.
Elmano propôs convocar empresas do setor para negociar uma política de compensação que acompanhe a variação do preço de importação, indo além da renúncia fiscal estadual.
“Tem que ter um mecanismo que garanta ao cidadão que efetivamente o óleo e a gasolina fiquem no preço que estavam antes do anúncio da guerra”, reforçou o governador.
Impacto direto no bolso e no frete
O custo dos combustíveis responde por cerca de 11% do índice oficial de inflação, de acordo com o IBGE. Cada R$ 0,10 na bomba pode elevar em até 1,5% o frete de alimentos e mercadorias, pressionando ainda mais supermercados e serviços.

Dados da Agência Nacional do Petróleo indicam que o diesel S-10 vendido no Nordeste acumula alta de 12% em 2024, mesmo após recuos pontuais do dólar. Para especialistas, um fundo de estabilização — como sugere Elmano — poderia suavizar choques externos sem depender exclusivamente de decisões da Petrobras.
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