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Guerra trava Ormuz e faz Brent saltar 30% em 5 dias
LONDRES – A escalada do conflito no Oriente Médio empurrou o barril do Brent para US$ 92,69 nesta sexta-feira (6), alta de 27,8% na semana e a maior desde 2023, reacendendo o temor de recessão mundial.
- Em resumo: Fechamento do Estreito de Ormuz já retira 20% do petróleo global do mercado.
Por que o canal de 40 km vale trilhões
O Estreito de Ormuz é a veia por onde escoa um quinto do petróleo do planeta; qualquer bloqueio pressiona preços instantaneamente. Segundo dados do Banco Central, choques parecidos em 1990 e 2008 elevaram a inflação brasileira em até 1,2 ponto percentual.
Analistas do JPMorgan calculam que cada dia de paralisação reduz a oferta em mais 3 milhões de barris, enxugando estoques que, no momento, cobrem apenas um mês de consumo mundial.
“O mercado migrou do risco geopolítico para a falta física de barris”, alertou Giovanni Staunovo, analista do UBS.
Impacto direto no bolso e no PIB
No Brasil, a Petrobras costuma revisar preços a cada 15 dias; se o Brent mantiver o patamar atual, o litro da gasolina pode subir cerca de R$ 0,25 já na próxima atualização, apontam consultorias.

Historicamente, um choque de 10 dólares no barril retira 0,3 ponto do crescimento global. Com o salto de mais de 30 dólares desde janeiro, economistas do SEB falam em “proporções dramáticas” e risco concreto de recessão, cenário similar ao da crise de 1979.
O que você acha? O bloqueio deve durar ou haverá alívio nos próximos dias? Para acompanhar outras análises econômicas, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / AFP
