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Guilherme Mello se diz pronto para BC mesmo sem convite de Lula
BRASÍLIA – Em meio à expectativa pela renovação de duas cadeiras na diretoria do Banco Central, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, declarou na última sexta-feira (6) que ainda não foi convidado, mas está “totalmente à disposição” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o posto.
- Em resumo: Mello garante estar pronto para integrar a autarquia, embora o convite oficial ainda não exista, e reforça a confiança do ministro Fernando Haddad em seu nome.
Por que o nome de Mello ganhou força
A autonomia conferida ao Banco Central pela Lei Complementar 179/2021 abriu espaço para mandatos fixos de seus diretores, o que exige aprovação do Senado e critérios técnicos do Banco Central. Mello, doutor em economia pela Unicamp e defensor de políticas anticíclicas, tornou-se opção natural dentro da equipe de Haddad para calibrar a interlocução entre governo e BC.
Nos bastidores, interlocutores do Planalto avaliam que o perfil acadêmico e a experiência na formulação de projeções macroeconômicas dariam “lastro técnico” à indicação, reduzindo atritos com o mercado justamente quando a meta de inflação volta ao centro do debate.
“Fico lisonjeado pela lembrança do meu nome […] Estou sereno e feliz pela confiança do ministro”, disse Mello ao comentar a possível nomeação.
O que muda se a indicação for confirmada
Hoje, o Comitê de Política Monetária (Copom) é composto por nove membros, e duas vagas ficarão abertas em 2026. Caso assuma, Mello participará de decisões sobre a taxa Selic, que segue em 13,75% ao ano desde agosto de 2022. Cada ponto percentual de variação na Selic impacta cerca de R$ 34 bilhões em juros da dívida pública, segundo cálculos do Tesouro Nacional.
Especialistas lembram que, desde 1999, o regime de metas exige sintonia fina entre Fazenda e BC. A nomeação de um quadro do ministério poderia melhorar o fluxo de informações, mas também acender um debate sobre independência operacional da autarquia.
O que você acha? A presença de um aliado de Haddad na diretoria do Banco Central ajudaria ou atrapalharia a credibilidade da política monetária? Para acompanhar outras análises econômicas, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
