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Brasília-DF – A nomeação de José Guimarães para o Ministério das Relações Institucionais abriu caminho para que o ex-senador Inácio Arruda assuma, em 14 de maio, o mandato de deputado federal e devolva ao PCdoB uma cadeira cearense na Câmara dos Deputados.
- Em resumo: suplente da Federação PT-PV-PCdoB toma posse e reforça a bancada governista.
Por que a vaga ficou disponível
Guimarães, eleito em 2022, deixou o Legislativo para integrar a Esplanada. Pelo sistema de suplência, a cadeira passa ao primeiro nome da coligação, Inácio Arruda, que será empossado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. Segundo dados oficiais da Câmara dos Deputados, mudanças desse tipo alteram imediatamente a correlação de forças em comissões e votações de plenário.
Arruda, 66 anos, já ocupou o mesmo cargo de 1991 a 2003 e foi senador de 2003 a 2011. A experiência deve facilitar sua inserção em debates sobre reforma tributária e novas regras fiscais, temas prioritários do governo.
“Com a posse, o PCdoB volta a ter um representante cearense na Câmara Federal, reforçando a bancada da federação no Congresso Nacional.”
O que muda para o PCdoB e para o Ceará
Com apenas nove cadeiras nacionais desde 2023, o PCdoB ganha fôlego: a presença de Arruda eleva para duas as vozes do partido no Nordeste, região que concentra 26 % da Câmara, conforme o Atlas da Violência do IPEA, usado para mapeamento regional de políticas públicas.

Para o Ceará, o mandato significa ampliar a influência local em comissões estratégicas. Atualmente, o estado detém 22 vagas e, historicamente, participa das discussões sobre energias renováveis e segurança hídrica. Arruda já sinalizou apoio à ampliação do Complexo Portuário do Pecém, pauta que movimentou US$ 7,5 bi em exportações em 2023, de acordo com o Banco Central.
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Crédito da imagem: Divulgação
