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sábado, março 14, 2026

Haddad prevê ‘Bolsa Família 2.0’ para reordenar gastos sociais

Haddad prevê ‘Bolsa Família 2.0’ para reordenar gastos sociais

Brasília/DF — Fernando Haddad defendeu, em 10 de fevereiro de 2026, um redesenho amplo das despesas assistenciais do governo, sinalizando a criação de um “guarda-chuva” semelhante ao lançado por Lula em 2003 para abrigar programas sociais sob uma única estrutura.

  • Em resumo: ministro avalia fundir benefícios e revisitar arcabouço fiscal para bancar nova renda básica.

Por que o assunto voltou agora

Ao participar do CEO Conference do BTG Pactual, o titular da Fazenda afirmou que técnicos já elaboram cenários para um sistema “mais moderno” de transferências. Ele citou a base de dados do Banco Central para justificar que, mesmo com quase 50% do Orçamento engessado pela Previdência, há espaço para reorganizar prioridades.

Dados da Instituição Fiscal Independente mostram que a assistência social consumiu cerca de R$ 370 bilhões em 2025, enquanto o Bolsa Família representou 0,6% do PIB. Segundo especialistas, uma unificação de benefícios poderia simplificar regras, reduzir fraudes e ampliar cobertura a famílias em extrema pobreza.

“Talvez estejamos em uma situação que permita uma arquitetura nova do ponto de vista de dispêndio nos gastos sociais”, declarou Haddad.

Impacto fiscal e resistência no Congresso

Haddad admitiu que parte do Orçamento “ainda está fora do espírito do arcabouço”, lembrando da tentativa frustrada, no fim de 2024, de mexer em despesas consideradas tabus. No Congresso, lideranças do Centrão sinalizam apoio a uma renda básica, mas condicionam o projeto a fontes permanentes de receita.

Analistas recordam que, em 2003, a fusão dos programas Bolsa Escola, Auxílio-Gás e Cartão Alimentação gerou economia administrativa de 15% no primeiro ano. Hoje, porém, a pressão demográfica — o número de beneficiários subiu de 13 para 21 milhões de famílias em duas décadas — impõe desafio maior.

O que você acha? Um novo “Bolsa Família 2.0” seria a solução ou apenas redistribui o mesmo cobertor curto? Para mais análises sobre economia, acesse nossa editoria de Finanças.


Crédito da imagem: Divulgação / Estadão Conteúdo

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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